terça-feira, 6 de outubro de 2020

Dia Internacional das Pessoas Idosas: pela valorização e garantia de direitos


    FOTO: Arte: Fabricio Martins

Neste Dia Internacional das Pessoas Idosas, celebrado em 1º de outubro, a CONTAG reforça a sua luta pela valorização e garantia de direitos das Pessoas Idosas. Segundo pesquisa divulgada em abril de 2020 pelo IBGE, até 2034, a presença de pessoas com mais de 65 anos passará dos atuais 9,2% para 15% da população. Em 2046 passará a 20% e, em 2060, chegará a 25,5%. Essa trajetória aponta para o envelhecimento da população brasileira no campo e na cidade.

Essa participação significativa das pessoas idosas também é identificada no Sistema Confederativo (STTRs/FETAGs/CONTAG). Além de participarem ativamente das ações e na condução dos trabalhos do movimento sindical, os trabalhadores e trabalhadoras rurais da terceira idade têm dado importantes contribuições na trajetória de lutas e conquistas do MSTTR.

No entanto, apesar dos avanços, ainda são muitos os desafios enfrentados pelas pessoas idosas, a exemplo da dificuldade de acesso a políticas públicas como saúde, previdência, esporte e lazer, a violência e discriminação, descumprimento do Estatuto do Idoso, o endividamento extremo gerado a partir de golpes e práticas abusivas, entre outros.

Com o objetivo de discutir essas questões e definir estratégias de valorização e garantia de direitos para as pessoas idosas, a CONTAG realiza a cada quatro anos a Plenária Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras da Terceira Idade e Idosos(as) Rurais. A sua terceira edição seria realizada nos dias 17 e 18 de novembro de 2020. Por conta da pandemia de Covid-19 e das eleições municipais, a CONTAG adiou a sua realização para 9 e 10 de dezembro, com caráter virtual. O mote da 3ª Plenária será “Semeando Direitos, Cultivando Esperança”.

“É preciso que haja reconhecimento e valorização das pessoas idosas, que tanto contribuíram e continuam contribuindo enquanto sujeitos políticos do MSTTR. Uma importante bandeira de luta é a efetiva implementação do Estatuto do Idoso, pela ampliação do seu alcance e inclusão de direitos relacionados à Terceira Idade rural. Quero parabenizar todos(as) os(as) idosos(as), não só nesta data, mas todos os dias. Os meus desejos são de paz, sabedoria, resistência e muita fé para continuar na luta!”, destacou a secretária de Trabalhadores(as) Rurais da Terceira Idade da CONTAG, Josefa Rita da Silva (Zefinha).

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi


Fundo de Amparo Social: amparo para a família e premiação para sócias e sócios


O Fundo de Amparo Social é um auxílio financeiro de R$ 1.100,00, garantido pelos Sindicatos, Federações e CONTAG, que é repassado às famílias dos agricultores e agricultoras familiares em caso de falecimento da associada e associado ao sindicato.

Esse auxílio pode ser usado para pagamento de despesas com o funeral ou para qualquer outra necessidade do grupo familiar, não sendo necessária comprovação das despesas. “Portanto, esse valor pode amparar e fazer a diferença em um momento difícil para a família. Além de dar esse suporte, o Fundo de Amparo Social também traz benefícios diretos em vida para as associadas e associados”, destaca o secretário de Finanças e Administração da CONTAG, Juraci Souto.

Anualmente, no mês de outubro, são sorteadas centenas de prêmios para as associadas e associados e para os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares. “E não é preciso pagar nada a mais para ter direito. A mensalidade social já os credencia para esse benefício. Mas, é preciso que o Sindicato faça a adesão e que esteja com situação regular perante o Fundo”, explica o dirigente.

O Fundo de Amparo Social é mantido com os recursos provenientes das contribuições sociais, de aposentados ou não, e é administrado por um Conselho Gestor, formado por membros da CONTAG e das Federações. E essa gestão do Fundo é feita levando em consideração estudos e projeções atuariais para sua sustentabilidade de curto, médio e longo prazos. Segundo Juraci, isso significa mais autonomia, mais segurança e menos burocracia para o pagamento do auxílio e melhor atendimento a nossa base.

Para fazer a adesão ao Fundo de Amparo, basta que os Sindicatos e as Federações filiadas aprovem, respectivamente, em Assembleia e no Conselho Deliberativo sua adesão e concordância com as Diretrizes do Fundo especificadas na Resolução 005/2017 do Conselho Deliberativo Ampliado da CONTAG.

Depois é só entrar no SisCONTAG, que é o Sistema de Gestão, e acessar no Menu Fundo de Amparo para encontrar todas as informações necessárias para participar.

“O Fundo de Amparo Social é uma importante iniciativa do nosso Sistema Confederativo (STTRs, FETAGs e CONTAG) que visa o bem-estar dos nossos associados e associadas e também a sustentabilidade político-financeira das nossas entidades. Portanto, fica aqui o nosso convite para que os Sindicatos e Federações façam a adesão e ofereçam esse importante serviço de amparo social às sócias e sócios. Juntos somos mais fortes”, convocou Juraci Souto.

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi

Conama derruba resoluções de proteção ao meio ambiente

     FOTO: Reprodução/Instagram @salvemaracaipe

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), presidido pelo ministro Ricardo Salles, aprovou nesta segunda-feira (28) a revogação das Resoluções 302 e 303, ambas de 2002, que tratavam da preservação ambiental em áreas de proteção permanente (APPs) e de restingas no litoral brasileiro, e visavam coibir a ação humana sobre tais áreas. Foi ainda revogada a Resolução nº 284/2001, extinguindo os critérios de normas federais para licenciamento ambiental de empreendimentos de irrigação.

Na reunião de hoje foi ainda flexibilizado o regramento legal que irá permitir a queima de lixo tóxico (como materiais de embalagens e restos de agrotóxicos) em fornos industriais para serem transformados em cimento, deixando de exigir que esse processo ocorresse em empreendimento controlados, específicos para tal fim.

Segundo a secretária de Meio Ambiente da CONTAG, Rosmarí Malheiros, com as revogações citadas, houve o aval do Conama, sob a batuta do ministro, para o avanço da desregulamentação ambiental, num claro sinal de que Salles cumpre o que sugeriu na reunião ministerial do dia 22 de abril desse ano, “em passar a boiada” em plena pandemia, atendendo a pauta econômica do agronegócio, do setor imobiliário e da Indústria, ainda que o preço seja de mais degradação ambiental no Brasil.

As resoluções revogadas abrem caminho para o avanço dos projetos econômicos ligados ao setor imobiliário, com a flexibilização do estabelecimento de limites para preservação de áreas de restinga, o que, na prática, é um convite ao setor imobiliário à construção de imóveis comerciais ou residenciais nas áreas antes preservadas. Atende ainda a anseios da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que buscava junto ao Conama a anulação do licenciamento ambiental para projetos de irrigação, o que, como consequência, poderá mais gerar desperdício de água e luz com a flexibilização das regras para uso eficiente dos recursos hídricos e energia na produção agrícola. Vale lembrar que a agropecuária já utiliza 72% da água consumida no Brasil (dados FAO/agência ONU para alimentação e agricultura).

O Conama, antes um conselho de caráter participativo, democrático e plural, com ampla participação social, que trazia na sua essência o debate de decisões técnicas discutidas com a sociedade das pautas pró-sustentabilidade, hoje não cumpre mais esse papel. A partir da nova composição estabelecida pelo governo federal em maio de 2019, reduziu de 96 conselheiros(as) para 23 participantes. Na nova formação do Conselho, dos 23 assentos anteriormente destinados à sociedade civil restaram 04. Hoje, 2/3 do Conama é composto por representantes do governo federal, através da representação de seus ministérios, e dos estados, o que, na prática, transformou o seu papel em mero homologador das decisões de interesse do Ministério do Meio Ambiente, atendendo as demandas do capital.

“O que se vê no Ministério do Meio Ambiente é a aprovação de novas medidas ou a revogação de atos legais que propiciam o avanço da ação humana nas áreas de preservação ambiental, o desmatamento, o aumento das queimadas, tudo isso com grande prejuízo ao meio ambiente e à qualidade de vida e da produção das comunidades tradicionais, indígenas, caboclos, agricultores familiares, enfim, da população como um todo”, avalia Rosmari.

Portanto, Rosmari destaca que a CONTAG, FETAGs e seus Sindicatos filiados repudiam atos como o de hoje, de redução do rigor da legislação ambiental orquestrado pelo Ministério do Meio Ambiente, usando o Conama como instrumento consultivo e deliberativo de questões ambientais em favor de um seleto grupo econômico, em detrimento da preservação de nossos biomas, e da vida humana.

FONTE: Secretaria de Meio Ambiente da CONTAG


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

STR de Currais Novos faz entrega de casas na comunidade quilombola Negros do Riacho

 O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Currais Novos-STRCN, em parceira com a Construtora Lourenço, realizou ontem a entrega de 34 casas com 34 cisternas na Comunidade Quilombola Negros do Riacho. O projeto PNHR-Programa Nacional de Habitação Rural foi desenvolvido pela equipe de assistentes sociais Judivanda, Vitorinha e Nildinha e pelos engenheiros Rosan e Jackson Bruno,bem como foi executada pela Presidente do Sindicato, Do Céu, Osman Lourenço, proprietário C. Lourenço e contou com o apoio dos trabalhadores da obra, que não mediram esforços para que a obra fosse concluída com qualidade.




fonte: http://blogdotejosv.blogspot.com/2020/09/strcn-entrega-34-casas-na-comunidade.html?m=1


CONTAG faz alerta sobre possíveis impactos na revisão do Guia Alimentar para a População Brasileira



Como o direito à alimentação é um direito humano fundamental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, por meio da Estratégia Global para a Promoção da Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, que os governos formulem e atualizem periodicamente diretrizes nacionais sobre alimentação e nutrição. Essa formulação e a sua atualização devem levar em conta mudanças nos hábitos alimentares e nas condições de saúde da população e o progresso no conhecimento científico.

O Brasil, seguindo a orientação da OMS, publicou em 2006 o Guia Alimentar para a População Brasileira, que tem como objetivo melhorar os padrões de alimentação e nutrição da população e contribuir para a promoção da saúde, vinculados à Política Nacional de Alimentação e Nutrição. O Guia fornece informações para facilitar a adoção de escolhas alimentares mais saudáveis em uma linguagem que seja compreendida por todas as pessoas e que leve em conta a cultura local.

A segunda edição do guia passou por um processo de consulta pública, que permitiu o seu amplo debate por diversos setores da sociedade e orientou a construção da versão final. Agora, o atual governo pretende fazer uma nova revisão, no entanto, a partir da divulgação de nota técnica do Ministério da Agricultura (Mapa) no dia 17 de setembro, a CONTAG ficou preocupada com o indicativo do Mapa de que a indústria de alimentos também precisa ser ouvida e com o pedido para que seja retirada do Guia a classificação que se refere aos alimentos ultraprocessados. “Para a CONTAG, essa tentativa de dar fim a essa classificação e de colocar a opinião da indústria de alimentos é mais uma demonstração do governo de negar a ciência, os impactos da má alimentação na vida das pessoas e priorizar o aspecto econômico quando o mais importante deveria ser o sanitário e de orientar uma alimentação saudável para a sua população”, avalia o secretário de Política Agrícola da CONTAG, Antoninho Rovaris.

Além da fome, a má nutrição é um problema alarmante no mundo e também no Brasil, onde o número de pessoas má nutridas já é maior que o número de pessoas que passam fome. A principal consequência direta de uma alimentação inadequada é a obesidade, provocada em grande escala pelo consumo de produtos ultraprocessados, justamente aqueles que o Mapa pretende esconder no guia. Em tempos de pandemia por Covid-19, as pessoas com obsedidade estão sujeitas a maiores índices de comorbidade, por estarem mais susceptíveis a doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.

Portanto, mais uma vez, a CONTAG reforça a importância da agricultura familiar para o País, sendo responsável pela produção de mais de 70% dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros e brasileiras diariamente. “Nós, sim, precisamos ser ouvidos e não a indústria de alimentos. E a produção de alimentação saudável é uma das nossas principais bandeiras de luta na atual conjuntura, pois articula modelos sustentáveis de produção, redução de uso de agrotóxicos e aproximar quem produz de quem consome”, destaca Rovaris.

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Dia Nacional da Juventude: A Arte da Juventude é Resistir!!



FOTO: Arte: Fabricio Martins

Neste dia 22 de setembro, dia em que é celebrado o DIA NACIONAL DA JUVENTUDE, a juventude rural da CONTAG reafirma as suas principais demandas e preocupações na construção de um mundo novo. Essas questões já haviam sido apresentadas na ocasião da realização do 1º Festival Juventude Rural Conectada, nos 6 a 8 de agosto desse ano.

São muitos os desafios apontados pela juventude rural, como o acesso à internet, à informação e à educação, respeito às diversidades, a saúde pública, políticas públicas de apoio à produção, de acesso a mercados, o incentivo à produção agroecológica, entre outras.

A juventude rural da CONTAG também aproveita a data para cobrar a implementação do Plano Nacional de Sucessão Rural, que foi resultado de muita luta, de muita negociação e que não saiu da gaveta do governo federal.

A secretária de Jovens da CONTAG, Mônica Bufon, lembra que essas políticas e iniciativas são extremamente importantes na construção de um mundo novo ou desse “novo normal” que não é feito apenas de máscaras, álcool em gel, videoconferências e Lives. “No Documento do 1º Festival Juventude Rural Conectada ficou destacado pelos e pelas jovens que o novo normal deve ser valorizar a agricultura familiar, valorizar a vida e o trabalho de quem produz os nossos alimentos, deve ser cuidar da água, das florestas, cuidar dos mais vulneráveis. Essa pandemia deixou ainda mais claro como é importante valorizar cada vez mais as relações humanas”, ressaltou a dirigente.

Neste dia 22 de setembro, a juventude rural também quer dar as mãos para todas as juventudes brasileiras e, juntas, mostrar que são farol de esperança com toda a sua arte de resistência, engajada e progressista. “Nosso objetivo é realizar um lindo momento em que todos os movimentos participantes tragam músicas, poesias, experiências, artes plásticas, repentes e até cenas de teatro para mostrar que caminhamos, cantamos e seguimos as canções na direção de um mundo melhor, com mais amor, com justiça, paz e oportunidades para todas e todos, especialmente a juventude, que é o segmento mais afetado pela violência e desigualdade social em nosso país, problemas agravados pelas crises sanitária, econômica, política e social que vivemos. Mas a arte da juventude é resistir!”, explicou Mônica.

Esse momento de integração e de resistência será proporcionado com uma Live Especial pelo Dia Nacional da Juventude, nesta terça-feira (22), a partir das 17 horas, com transmissão no Facebook, YouTube e Portal da CONTAG. Estão confirmadas as participações das representações de juventude da CUT, CTB, UNE, MST, Pastoral da Juventude Rural e Escolas Famílias Agrícolas. “Juntem-se a nós nessa grande celebração da juventude do Brasil!”, convocou a secretária de Jovens da CONTAG.

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi

Quase 300 organizações da sociedade civil lançam campanha por R$ 600 da renda emergencial até dezembro



Enquanto o brasileiro se assusta com o aumento generalizado dos itens da cesta básica, o governo federal reduz a renda básica emergencial para metade de seu valor original. Em um contexto de pandemia ainda fora de controle, desemprego em alta e indicativos da escalada da fome e da pobreza, quase 300 organizações da sociedade civil, entre elas a CONTAG, estão lançando a campanha #600AtéDezembro. O objetivo é pressionar o Congresso a votar e alterar a MP 1000/20, permitindo a manutenção do valor de R$ 600 mensais do benefício, e de R$ 1200 para mães chefes de família, sem qualquer alteração nos demais programas sociais do governo.

“É uma enorme falácia posicionar essa questão como tirar do pobre para o paupérrimo, escondendo que os ricos também fazem parte dessa equação”, lembra Paola Carvalho, diretora de relações institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, que integra a campanha Renda Básica Que Queremos. “Em todo o mundo a pandemia foi mais um momento de concentração de renda e no Brasil, onde a desigualdade é astronômica, as consequências foram ainda mais perversas, empurrando milhares de brasileiros para a fome e a pobreza. É hora do Congresso Nacional fazer sua parte para reduzir essa injustiça”, completa.

Pelas regras de tramitação, a MP passa a valer no momento de sua publicação, e tem até 120 dias para ser votada. Ou seja, se a medida não for apreciada no Congresso, os 300 reais vão continuar valendo até dezembro. Como no dia 30 de setembro terminam os pagamentos das parcelas desse mês, é precisamos que até lá já tenha sido restabelecido o valor de R$ 600 reais do benefício. Por isso, a campanha está lançando um abaixo-assinado a ser encaminhado aos Congressistas: https://www.600atedezembro.org.br

Diante da incapacidade do governo de controlar a pandemia da Covid-19, a economia brasileira permanece estagnada, com efeitos dramáticos sobre pequenas empresas e a economia informal, dois grandes geradores de atividade produtiva. Nesse contexto, a renda básica emergencial também foi uma alavanca da economia: apenas em julho favoreceu o consumo de 50,7% das famílias do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Naquele mês, 107,11 milhões de pessoas moravam em domicílios com pelo menos uma pessoa recebendo a transferência de renda. Entre os 10% mais pobres, o auxílio chegou a 86,6% dos brasileiros, e no Norte e no Nordeste cerca de 60% dos domicílios o recebem. Sem essa injeção de recursos na economia, a recessão poderia ser ainda pior.

A renda básica emergencial aprovada pelo Congresso em março deste ano é resultado de projeto desenvolvido pela campanha Renda Básica Que Queremos em reação à proposta inicial de apenas R$ 200 reais do governo federal. Encaminhada aos congressistas, ela foi incorporada a projetos em tramitação e permitiram triplicar o valor inicialmente proposto pelo ministro Paulo Guedes. De março para cá, a campanha Renda Básica Que Queremos tem tido papel de destaque na interlocução com o Congresso Nacional para a manutenção do benefício.

FONTE: Comunicação da Campanha #600AtéDezembro

21 de Setembro: Dia da Árvore



No Brasil, o Dia da Árvore é comemorado no dia 21 de setembro, e tem como objetivo conscientizar a sociedade acerca da função que as árvores possuem para a natureza, bem como para a vida humana. Dentre as suas funções, servem de abrigo para uma grande parte dos animais, fornecem alimentos para vários seres vivos, são responsáveis por melhorar a umidade do ar, ajudam na formação das chuvas e na produção de oxigênio para o planeta.

A humanidade descobriu que as árvores têm um importante potencial econômico, pois fornecem madeira, que é usada como matéria-prima para construção de móveis e casas, produzem celulose que é utilizada na fabricação de papel, e algumas apresentam substâncias importantes na fabricação de medicamentos e de cosméticos.

Apesar dos benefícios que as árvores propiciam ao planeta e à humanidade, a cada ano o processo de desarborização aumenta, sendo que o homem é a principal causa do desmatamento, sob o pretexto econômico da extração de madeira, do avanço da agricultura e da agropecuária, da construção de estradas, dos linhões de transmissão de energia, dentre outras. “O número de árvores derrubadas é alarmante e, se o desmatamento não for contido, teremos consequências irreversíveis ao meio ambiente que comprometerão a vida na Terra, pois as árvores são responsáveis por manter mais de 50% da biodiversidade do planeta”, alerta a secretária de Meio Ambiente da CONTAG, Rosmari Malheiros.

Então, segundo a dirigente, neste Dia da Árvore devemos refletir e divulgar sobre a sua importância, celebrar sua existência, mas, sobretudo, manter a luta coletiva por sua preservação.
FONTE: Secretaria de Meio Ambiente da CONTAG

30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS)



Há exatos 30 anos, em 19 de setembro de 1990, foi promulgada a Lei Orgânica da Saúde (Lei Nº 8080/1990, que criou o Sistema Único de Saúde (SUS), o maior e melhor serviço de saúde pública do mundo, criado com os preceitos da universalidade, equidade e integralidade.

Milhões de brasileiros e brasileiras dependem do SUS. Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, o SUS tornou-se ainda mais fundamental, garantindo atendimento e tratamento a maioria da população.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (PLDO) 2021, não prevê a manutenção dos R$ 35 bilhões, definido em 2020 como orçamento emergencial para enfrentamento da pandemia, ou seja, o SUS terá um corte significativo para um momento em que mais precisa ampliar o seu orçamento, pois milhares de pessoas já perderam suas vidas e a tendência é que esta situação ainda será mantida por um bom período.

Portanto, em 2021, não existindo a regra do orçamento emergencial para enfrentamento da pandemia, voltaremos ao sufocamento da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou investimentos em saúde e demais áreas sociais até 2036.

“Diante de sua importância, a CONTAG celebra os 30 anos do SUS e, ao mesmo tempo, se soma à luta do Conselho Nacional de Saúde (CNS) para mobilizar a sociedade brasileira pela coleta de assinatura da petição pela manutenção dos R$ 35 bilhões do orçamento emergencial - “O SUS merece mais em 2021″, destaca a secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues.

Assine e compartilhe nas suas redes sociais: https://www.change.org/peticaocns
FONTE: Assessoria de Comunicação e Secretaria de Políticas Sociais da CONTAG

O aumento vertiginoso da insegurança alimentar no Brasil



FOTO: Tony Winston/Agência Brasília

O Brasil regride a passos largos. A insegurança alimentar cresceu par e passo com o aumento do desemprego e o desmonte dos programas sociais e as políticas públicas voltadas para a garantia da alimentação saudável, como a compra de alimentos para as escolas públicas.

A CONTAG expressa a sua preocupação ao analisar os dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo IBGE na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018: Análise da Segurança Alimentar no Brasil. Depois de quedas consecutivas e consistentes de 2004 a 2013, a insegurança alimentar cresceu 71% entre os domicílios urbanos e 31% entre os domicílios rurais. A insegurança alimentar grave, em que as pessoas passam fome, atingiu 4,6%, ou seja, 3,1 milhões de lares habitados por 10,3 milhões de brasileiros, de 2013 até 2018. São cerca de 4 milhões a mais de pessoas que engrossam as estatísticas da pobreza extrema.

Quem vive nessas condições não passa apenas fome. Segundo o IBGE, são casas que em sua grande maioria não têm esgoto sanitário, energia elétrica, e cujo acesso à água e coleta de lixo é precário. Millor Fernandes nos provocava com a frase: “O Brasil tem um enorme passado pela frente”. E a agricultura familiar e o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadores Rurais têm um papel fundamental nesta luta. Chega de retrocesso!
FONTE: Subseção do Dieese na CONTAG

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

INSS - Notificação aos Segurados após a Revisão Administrativa dos Benefícios com Indícios de Irregularidade

 Fique atento para não ter o benefício suspenso e até mesmo bloqueado!


O INSS amparado pela Lei nº 13.846/2019 que deu nova redação ao artigo 69 da Lei 8.212/91, instituiu o Programa Especial para Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade e o Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade, começará a notificar segurados que tiveram seus benefícios revisados administrativamente e, após procedimento, foi verificada a necessidade de reavaliação dos documentos que embasaram a concessão do benefício.

Notícia recente veiculada no próprio site do INSS informa que em todo o país, mais de 1 milhão de beneficiários de todas as espécies de benefício serão notificados por meio de carta de cumprimento de exigência. Por isso, é preciso que os beneficiários fiquem atentos, pois, após o recebimento da carta, terão 60 (sessenta) dias para enviar, preferencialmente pelo Meu INSS, a documentação solicitada.

Vale destacar que o segurado notificado que não apresentar a documentação pelo Meu INSS ou não realizar o agendamento para entrega dos documentos no prazo estipulado, poderá ter o benefício suspenso. E, após 30 dias da suspensão, se o beneficiário não fizer os procedimentos anteriormente citados, terá o benefício bloqueado nos termos dos §§ 4º a 6º do art. 69 da Lei nº 8.212, de 1991.

O Programa Especial para Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade conforme disposto na lei tem por objetivo a análise de processos que apresentem indícios de irregularidade e potencial risco de realização de gastos indevidos na concessão de benefícios administrados pelo INSS.

Já o Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade tem por objetivo:
a revisão dos benefícios por incapacidade mantidos sem perícia pelo INSS por período superior a 6 (seis) meses e que não possuam data de cessação estipulada ou indicação de reabilitação profissional;
benefícios de prestação continuada sem revisão por período superior a 2 (dois) anos; e
outros benefícios de natureza previdenciária, assistencial, trabalhista ou tributária.

Como não há na lei o que vem a ser indícios de irregularidade, o que torna preocupante tendo em vista o número de pessoas que serão notificadas, inclusive, referente a benefícios concedidos há muito tempo. É importante que os beneficiários estejam com os seus dados atualizados perante o INSS para não vir a perder o prazo por não recebimento da correspondência e mais importante ainda que tenha os documentos que comprove a regularidade do benefício concedido para fins de apresentação ao INSS.

Importante!

A lei prevê que a suspensão do benefício poderá ocorrer tanto pela não apresentação da defesa no prazo estabelecido quanto por defesa considerada insuficiente ou improcedente pelo INSS. Nesse caso, o INSS deverá notificar quanto à suspensão do benefício e o beneficiário terá 30 (trinta) dias para interpor recursos.

Fique atento para não ter o benefício suspenso! Consta na lei que decorrido o prazo de 30 dias após a suspensão sem que o beneficiário apresente o recurso administrativo, o benefício será cessado.

Veja o modelo da carta que será encaminhada aos beneficiários:



O INSS firmou parceria com os Correios para disponibilizar um alerta com a informação de que o INSS enviou a carta à pessoa no aplicativo dos Correios, serviço chamado de “Entrega Digital”.

O acesso é feito pelo aplicativo Correios, sendo necessário fazer o cadastro pelo CPF e criação de uma senha. Na tela principal dentre os vários serviços terá “Minhas Mensagens”, nessa opção, o usuário acessará a sua própria caixa de correspondência digital, na qual poderá verificar se foi notificado pelo INSS para entrega de documentação.



Na notícia recente veiculada pelo próprio INSS, consta a informação de que as cartas em formato digital estarão disponíveis na seção “Minhas Mensagens” do aplicativo e permitirá aos destinatários terem acesso às correspondências, mesmo diante de situações que impossibilitam a entrega da carta física, como endereço desatualizado.

Fique atento aos seus direitos! Essa é mais uma Breve Nota de Direito!

Fontes: INSS, Lei 8.212/91 e Lei 13.846/2019.

Crédito da Imagem: Idoso e Jovem com Celular by Freepik - www.freepik.com

link da noticia: https://paulamcasi.jusbrasil.com.br/artigos/925097999/inss-notificacao-aos-segurados-apos-a-revisao-administrativa-dos-beneficios-com-indicios-de-irregularidade?utm_campaign=newsletter-daily_20200914_10553&utm_medium=email&utm_source=newsletter

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Benefícios previdenciários rurais negados pelo INSS já estão se igualando aos números de concedidos, denuncia CONTAG


FOTO: Arte: Fabricio Martins

FOTO: Paulo José

A quantidade de benefícios previdenciários rurais negados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vem aumentando significativamente, de modo que, no ano de 2020, o número de benefícios concedidos e o número de benefícios indeferidos estão quase se tornando equivalentes. Em anos anteriores, os dados mostram que o número de benefícios concedidos foi superior em, no mínimo, 20% ao número de benefícios indeferidos. Já no ano de 2020, esse percentual tem sido de apenas 5%.

O cenário é tão crítico para os segurados e seguradas da Previdência Social que, no primeiro trimestre de 2020 (meses de janeiro a março), o número de benefícios indeferidos ultrapassou o número de benefícios concedidos (ver tabela AQUI). Ao menos nos últimos quinze anos não se tem notícia de que tal fato tenha ocorrido.

A partir desse cenário, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), as Federações e Sindicatos filiados estão realizando a Semana de Mobilização para chamar a atenção do governo federal e de toda a sociedade sobre o “Aumento do número de benefícios negados pelo INSS”.

Já foram realizadas algumas ações, como a Live da última segunda-feira (31), e está em andamento uma campanha nas redes sociais, por exemplo. Nesta quinta-feira (03), às 14h30, será realizada a Audiência Pública: Aumento do Número de Benefícios Negados pelo INSS, com transmissão no Facebook e Portal da CONTAG. Esta audiência será realizada em conjunto com o deputado federal Vilson da Fetaemg (PSB/MG), e também contará com a presença do presidente do INSS, Leonardo Rolim, dos deputados federais da bancada da Agricultura Familiar Heitor Schuch (PSB/RS) e Carlos Veras (PT/PE), de dirigentes sindicais e de trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares de todo o País.

Nesta audiência, será apresentada essa preocupação da CONTAG, das Federações e Sindicatos ao presidente do INSS, bem como será aberto um debate para buscar resolver esse problema do alto índice de indeferimentos.

“Convidamos todas e todos para estarem conosco na Audiência Pública que integra a programação da Semana de Mobilização para chamar a atenção do governo federal e de toda a sociedade sobre o 'Aumento do número de benefícios negados pelo INSS', pois entendemos que a Previdência é uma política determinante para o desenvolvimento socioeconômico das famílias rurais e para a manutenção do processo produtivo de alimentos básicos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros”, convocou a secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues. A dirigente completa que, se não fosse a Previdência Social, o êxodo rural seria muito mais intenso no Brasil. E é nesse sentido que o Movimento Sindical fortalece a sua luta pela defesa da Previdência Rural.

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi

CONTAG, CUT e CTB unidas para denunciar o aumento do número de benefícios negados pelo INSS



“Os(as) agricultores e agricultoras familiares já têm uma vida difícil, com o trabalho diário debaixo sol e chuva para alimentar o país. Nesse período de pandemia, a situação se agravou ainda mais, pois os povos do campo em sua maioria não receberam o auxílio emergencial e ainda estão tendo seus benefícios previdenciários negados pelo INSS, principalmente o auxílio-doença. Agora imaginem vocês, num período desse, sem o auxílio emergencial e ainda tendo seus direitos previdenciários negados, o que fazer?”, questiona a secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues.

E é para denunciar o desrespeito com essa categoria que alimenta o povo brasileiro, que a CONTAG, Federações e Sindicatos realizam esta semana várias ações de mobilização, pressão e denúncia do aumento de benefícios negados pelo INSS, sobretudo do auxílio-doença.

Uma dessas ações estratégicas foi a Live da CONTAG: SEMANA DE MOBILIZAÇÃO PARA DENUNCIAR O AUMENTO DO NÚMERO DE BENEFÍCIOS NEGADOS PELO INSS.

Realizada no noite desta segunda-feira (31 de agosto), a agenda virtual contou com análises do presidente da CONTAG, Aristides Santos, do presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, do presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, e mediação da secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues.

“Esse governo tenta destruir a previdência, a saúde, a educação. A metodologia que era usada há anos nos processos de avaliação dos benefícios dos segurados(as) não está sendo utilizada e ainda o Meu INSS é deficiente. Esse governo é genocida, está matando os(as) segurados(as) do campo e da cidade, que estão tendo seus direitos negados, em plena pandemia. Não vamos permitir que esse governo destrua o Sistema da Seguridade Social”, disse Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT.

“Estamos diante de uma encruzilhada, e não temos nada do que esperar desse governo, pois ele não mede esforços no sentido de promover a destruição social (...) De janeiro a março de 2020, o número de benefícios negados ultrapassou o número de benefícios concedidos. É assim que esse governo prepara o caminho para a privatização do Brasil. Precisamos fazer uma denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pensar uma estratégia conjunta em defesa da previdência social!”, pontuou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

Na live, o presidente da CONTAG, Aristides Santos, lembrou a estratégia da CONTAG em Defesa da Previdência Social Rural, e apontou que esse é o caminho para garantir que os homens e mulheres do campo também tenham seus benefícios assegurados, nesse atual momento.

“A CONTAG, a CUT e a CTB estão preocupadas com o aumento dos indeferimentos de benefícios e com o precário atendimento do INSS aos segurados(as) do campo e da cidade. A CONTAG fez várias reuniões com o INSS, cobrando melhorias no atendimento. De janeiro até agora perdemos as contas de quantas reuniões fizemos junto a autarquia federal. No caso do auxílio-doença temos até uma portaria que assegura o direito à antecipação do pagamento do benefício, mas poucos segurados tiveram acesso a essa antecipação (Portaria nº 9.381/2020). Não dá pra admitir em plena pandemia o desmonte do Estado brasileiro e o indeferimento dos nossos direitos previdenciários. Diante dessa situação, a CONTAG e suas Centrais Sindicais de referência seguem unidas e mobilizadas para denunciar o AUMENTO DO NÚMERO DE BENEFÍCIOS NEGADOS PELO INSS”, afirmou Aristides.

E encerrou sua fala convidando os(as) trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade para realizarem e participarem de Atos da Semana Nacional de Mobilização para denunciar o AUMENTO DO NÚMERO DE BENEFÍCIOS NEGADOS PELO INSS.

Assista a transmissão da Live AQUI

Saiba mais sobre a Semana de Mobilização AQUI

FONTE: Comunicação CONTAG - Barack Fernandes

CONTAG apresenta propostas da Agricultura Familiar na 23ª reunião do Comitê do Garantia-Safra



FOTO: Foto: Divulgação

Nesta terça feira (01), a CONTAG defendeu na 23ª Reunião Extraordinária do Comitê Gestor do Fundo Garantia-Safra, a manutenção, restruturação e melhoramento do Garantia-Safra, considerando sua importância para a região Nordeste e o norte de Minas Gerais.

O Garantia-Safra é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que tem como objetivo garantir condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares de municípios sistematicamente sujeitos a perda de safra por razão do fenômeno da estiagem ou excesso hídrico.

Na reunião, a CONTAG apresentou uma proposta de benefício para safra 2020/2021, de 1000 reais, considerando que o valor atual vem sendo aplicado desde a safra 2013/2014, ou seja, são 7 anos sem nenhum reajuste. Apesar da reivindicação da CONTAG, o valor aprovado foi de 850,00 reais, ficando encaminhado que será agendada uma reunião extraordinária para debater o tema de acréscimo do valor.

Também ficou decidido na reunião, que em função da pandemia (Covid-19), as inscrições para a safra de 2020/2021 ocorrerão da seguinte forma:

* Serão automaticamente considerados inscritos, os(as) agricultores(as) familiares que se inscreveram nas safras de 2018/2019 e 2019/2020. Para execução operacional serão migradas para o banco de dados do Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra – Safra 2020/2021, as informações das inscrições realizadas nessas safras;

*Os(as) agricultores(as) familiares que possuírem informações de inscrição nas duas safras referidas terão a mais antiga descartada no processo de migração de informações;

*Os(as) agricultores(as) familiares, para fins da migração de informações da inscrição para o banco de dados do Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra – Safra 2020/2021, deverão ter Declaração de Aptidão (DAP) ativa na data de migração;

*Os(as) agricultores(as) familiares que não possuírem inscrição nas safras referidas, deverão realizar a inscrição de forma presencial, respeitando as normas vigentes para o enfrentamento da pandemia;

* Ficam prorrogadas em 30 (trinta) dias as datas limites para inscrição, pagamento de aportes de safras anteriores e pagamento do boleto bancário de agricultores(as) familiares, definidas na resolução nº 2, de 24 de agosto de 2016, do Comitê Gestor do Garantia-Safra.

* E também fica autorizado a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a prorrogar por até 20 (vinte) dias em decorrência da pandemia do Coronavirus, os prazos definidos no inciso V do art. 5º desta Resolução, por evento, unidade da federação e região.

Veja como fica a distribuição de cotas por estado:



“A CONTAG mais uma vez cumpre o papel de defender os interesses da agricultura familiar. Estamos atentos a qualquer alteração por parte do governo que não atenda as demandas dos(as) agricultores e agricultoras familiares, pois não podemos perder mais do que já perdermos, esse programa é fundamental, principalmente para o Nordeste e norte de Minas Gerais” enfatiza o secretário de Política Agrícola da CONTAG, Antoninho Rovaris.

FONTE: Comunicação CONTAG, com informações da Secretaria de Política Agrícola.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Vai até 30 de setembro o prazo para Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR 2020)!



Atenção, agricultores e agricultoras familiares!

Foi aberto na última segunda-feira (17), e encerra no dia 30 de setembro, o prazo para a realização da declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR 2020).

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é um tributo instituído pela Constituição Federal através do inciso VI do artigo 153, e incide sob propriedades fora do perímetro urbano.

Procure o seu Sindicato e tire suas dúvidas sobre a declaração do ITR 2020

Há situações em que a pequena gleba rural é imune ou isenta de declarar o ITR, desde que a explore o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título que não possua qualquer outro imóvel, rural ou urbano, vedado arrendamento, comodato ou parceria.

A recomendação da CONTAG é que o agricultor(a) familiar procure o seu Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) para tirar dúvidas e receber as orientações adequadas sobre o declaração do ITR 2020.

"Os Sindicatos estão aptos para fazer ou a refazer as declarações. Inclusive a CONTAG está fazendo cursos sobre o ITR com representantes das Federações e Sindicatos, para habilitá-los(as) a dar um atendimento cada vez melhor para os(as) nossos(as) agricultores(as) familiares. Aproveito para reforçar a importância de os(as) agricultores(as) declararem o ITR e ficarem com suas situações regulares diante dos órgãos competentes", Antoninho Rovaris, secretário de Política Agrícola da CONTAG.

Informações sobre o ITR 2020 também podem ser obtidas no canal da Receita Federal (ITR 2020) AQUI

Atenção para o prazo da declaração!

Porém, é sempre bom ressaltar que a declaração é obrigatória e se feita após o prazo, o agricultor(a) pode pagar multa. E, caso não realizada, entre as penalizações estão:

- Bloqueio do CPF do proprietário;

- Impossibilidade de emitir negativas da propriedade e do CPF perante a Receita Federal;

- Impossibilidade de obtenção de financiamentos e cadastros em bancos.
FONTE: Comunicação CONTAG

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Atenção, agricultor(a) familiar! Conheça o Canal para denúncia de venda casada no crédito rural!


FOTO: Arte: Comunicação CONTAG - Fabrício Martins

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) divulga canal de denúncia da prática de venda casada que acontece quando o agricultor(a) familiar vai à instituição financeira em busca de crédito rural e tem a liberação do dinheiro condicionada a aquisição de outros produtos. A prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Criado a partir de reivindicações apresentadas pela CONTAG e outras organizações do campo ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o canal permite que os(as) agricultores e agricultoras familiares saibam: O que é “venda casada” e como ela ocorre na contratação do crédito rural? Quais são os itens que o banco legalmente pode exigir na contratação do crédito rural? Como Reclamar da venda casada? Onde buscar mais informações caso o agricultor(a) se sinta prejudicado(a)?

Além desses serviços, através do canal, o agricultor(a) ainda pode tirar outras dúvidas a respeito da venda casada no crédito rural. E ainda fazer a denúncia de forma anônima, apenas preenchendo um formulário já disponibilizado na página virtual.

Acesse o canal de denúncias da prática de venda casada AQUI

“Esse é um canal de comunicação entre os agricultores(as), o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Ministério da Economia, aonde podemos denunciar junto a toda sociedade e ao Banco Central, os abusos que são cometidos pelas agências financeiras quando um agricultor precisa de um crédito rural, e lá lhe são oferecidos produtos que são incompatíveis com a vida dos nossos agricultores(as) e, principalmente não estão relacionados ao caráter da agricultura familiar. Por isso a CONTAG se junta à essa Campanha e fortalece esse canal de denúncia que visa inibir os abusos cometidos por instituições financeiras”, pontua o secretário de Política Agrícola da CONTAG, Antoninho Rovaris.

FONTE: Comunicação CONTAG- Barack Fernandes

terça-feira, 7 de julho de 2020

“A solidariedade e a cooperação são as respostas”. Curso de capacitação em cooperativismo da PECSOL EAD estreia com aula magna transmitida online



O curso virtual de Gestão e Governança do Cooperativismo Solidário da plataforma PECSOL EAD começou com o pé direito na manhã deste sábado, 4, com uma grande aula magna, ministrada pelo professor Sérgio Schneider, titular da Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Schneider apresentou, para as mais de 200 pessoas que acompanharam a aula em tempo real via Youtube, um seminário com o tema “O Cooperativismo no contexto da transição nutricional – desafios e perspectivas”, onde trouxe reflexões e provocações sobre a importância da prática do cooperativismo para a agricultura familiar se posicionar estrategicamente diante das mudanças colocadas pelo atual contexto mundial e pelas novas formas de consumo.

O curso iniciado no Dia Internacional do Cooperativismo, foi possível a partir de uma parceria entre a Unicafes, CONTAG, COPROFAM e Universidade de Brasília (UnB), e contou com representantes de todas essas entidades nesta aula aberta, cada qual comentando aspectos importante sobre essa iniciativa para capacitar por meio do ensino à distância a lideranças, agricultores e agricultoras nas práticas cooperativistas. O PECSOL EAD ainda conta com o apoio do Sistema Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

Quem abriu os trabalhos da manhã foi o presidente da Unicafes, Vanderley Ziger, que celebrou a oportunidade de unir o movimento cooperativista com o movimento sindical rural nesse diálogo de formação, e a capacidade do curso de levar os diálogos aprofundados sobre o cooperativismo para mais próximo das bases através dessa formação de dirigentes sindicais sobre o tema. “A Cooperativa é, acima de tudo, feita por pessoas, e é mais importante do que nunca construir uma relação de aproximação com a nossa base social. Não existe cooperativa fortalecida se os cooperados e cooperadas não compreendem o papel dessa dinâmica e também da luta sindical”, disse ele nas boas-vindas à aula.

O presidente da CONTAG, Aristides Santos, é um dos alunos do curso, e convidou os demais participantes a irem até o final da programação de aulas, devido à importância de se trabalhar esse tema do cooperativismo atualmente. “Nós fazemos este curso em um momento em que a economia mostra sua fragilidade e há uma crise política sem precedentes no país, e precisamos trabalhar forte na perspectiva de superação desses problemas. A cooperação é o caminho, senão o único, um dos mais importantes para contribuir nesse processo e dar mais força à agricultura familiar”, afirmou o líder. Mais membros da Diretoria da CONTAG se somam ao curso como alunos(as), como a secretária de Jovens, Mônica Bufon e o secretário de Política Agrícola, Antoninho Rovaris. Ambos também aportaram seus pontos de vista e expectativas em relação a essa formação neste primeiro momento da aula de abertura.

Além do Brasil, outros países do Mercosul Ampliado também estão passando por um processo de capacitação de lideranças semelhante a esse que está se iniciando, liderado pela Confederação de Organizações de Produtores Familiares do Mercosul Ampliado (COPROFAM), como lembrou o presidente da organização, Alberto Broch, que também é vice-presidente e secretário de Relações Internacionais da CONTAG e vice-presidente do Fórum Rural Mundial. Broch resgatou a trajetória de construção do curso a nível local e regional a partir da cooperação de diversas entidades. E completou lembrando da importância desta ação para a campanha mundial que está acontecendo neste momento: “Além de todos os aspectos positivos deste curso, ele também é uma homenagem à Década da Agricultura Familiar das Nações Unidas, em que nossas organizações estão muito envolvidas. Não há forma melhor de fortalecer essa campanha e os sujeitos do campo do que com uma atividade qualificada como esse curso”, afirmou.

Pela Unicafes, além do comentário inicial do presidente, houve intervenções da diretora da Secretaria de Mulheres, Fátima Torres, que falou da importância da participação ativa das mulheres nessa capacitação - 45% de seu quórum de estudantes inscritos é formado por mulheres - e do diretor de Formação, Antônio Filho, que explicou a programação do curso, a partir dos temas que serão abordados, os módulos e outras informações técnicas. Também se somou a esse momento de abertura o representante do setor acadêmico, que é fundamental para a realização do curso, o professor Mário Ávila, do Centro de Gestão e Inovação da Agricultura Familiar (CEGAFI) da Universidade de Brasília (UNB), academia que vai fornecer o certificado de formação aos alunos que concluírem a capacitação. O coordenador da PECSOL, Alcidir Mazutti, foi quem moderou a apresentação e as perguntas que se apresentaram na segunda parte da aula.

O papel do cooperativismo nas atuais transformações econômicas e sociais

Na vez de Sergio Schneider, o professou colocou todos e todas para pensar sobre como o cooperativismo pode acompanhar as transformações pela qual o mundo está passando atualmente, e se colocar de forma estratégica para atender as demandas que se colocam frente a desafios como as mudanças climáticas, e as novas formas de consumo pela sociedade.

Para essa reflexão ele trouxe elementos históricos de como o cooperativismo surgiu no mundo e no Brasil, dados quantitativos que demonstram as transformações que já estão acontecendo no cenário econômico e social e análises complementares de maneiras como a agricultura familiar pode se adaptar, usando principalmente o cooperativismo como ferramenta para se qualificar melhor no posicionamento frente a essas perspectivas.

“O cooperativismo precisa ser inovador, não adianta fazer o que os outros já fazem e continuar seguindo apenas o que tem sido feito até agora.A função da agricultura no século 21 não é só aumentar a produção de excedentes e comprar produtos da indústria, como ela vem fazendo tradicionalmente. Se a agricultura não comprar a ideia de que tem contribuição importante com as mudanças climáticas, com a nutrição e as populações urbanas, vai carecer de legitimidade”, explicou.

Schneider também apontou o que ele acredita serem os desejos e necessidades dos agricultores e agricultoras na base. “Querem ter mais autonomia para lidar com as adversidades e mudanças, mas para isso é preciso poder, e para tê-lo tem que inovar, produzir e se organizar coletivamente através da cooperação. A solidariedade e a cooperação são a resposta, e não o individualismo e a competição”, concluiu ele.

A exposição do professor foi muito elogiada pelas pessoas que acompanhavam a live e mandavam mensagens pelo chat da plataforma. Entre as interações também houve muitas perguntas. Algumas delas foram respondidas por ele após a apresentação e outras ficaram para serem debatidas nos fóruns do curso, que já está oficialmente iniciado.

A aula inteira ficou gravada e pode ser assistida no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=gs0iQs7WwlQ&feature=youtu.be

FONTE: Gabriella Avila - Correspondente de Comunicação da COPROFAM

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Cooperativismo em foco: curso de capacitação do PECSOL começa neste sábado, 4


FOTO: Divulgação

Neste ano, o Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado em 4 de julho, contará com uma comemoração especial com lançamento do PECSOL EAD nesta data. Iniciativa da Unicafes Nacional com o apoio do Sistema Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), o PECSOL EAD é uma plataforma de ensino à distância que oferecerá gratuitamente cursos virtuais de forma especializada a partir de temáticas de interesse no âmbito do cooperativismo, com o objetivo de oferecer melhores capacitações a cooperados, cooperadas e lideranças sindicais.

O primeiro curso lançado será o de Gestão e Governança do Cooperativismo Solidário, e acontece em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), a Confederação de Organizações de Produtores Familiares do Mercosul Ampliado (COPROFAM) e a Universidade de Brasília (UnB). Esta capacitação já conta com 350 pessoas inscritas, sendo 183 delas lideranças do Sistema CONTAG. Participam também dirigentes e assessores das Unicafes Estaduais.

A abertura deste curso ocorrerá já no dia 4 a partir das 10h, com uma Aula Magna transmitida ao vivo pelo canal do PECSOL no Youtube. O convidado especial dessa aula é o professor Sérgio Schneider, que dará uma palestra com o tema “Cooperativismo Solidário: desafios e oportunidades atuais”. Dirigentes da Unicafes e das entidades parceiras também darão suas contribuições sobre o curso e o contexto em que ele acontece.

“Estamos prestes e iniciar um curso que certamente será histórico, pois é o primeiro deste gênero e nesse formato feito no Brasil”, comenta o vice-presidente da CONTAG e presidente da COPROFAM, Alberto Broch. “As expectativas das nossas entidades são muito positivas, pois o curso foi preparado com todos os elementos para capacitar muito bem as lideranças inscritas, com os conhecimentos necessários para fomentar o cooperativismo e o associativismo como fatores centrais na organização da produção da agricultura familiar”, afirma.

O presidente da CONTAG, Aristides Santos, complementa a fala do dirigente: “A capacitação de lideranças no tema do Cooperativismo se coloca como uma necessidade cada vez maior de buscar instrumentos que ajudem os agricultores e agricultoras a terem melhores perspectivas de organização, de acesso a créditos e mercados. Este curso da Unicafes oferecerá muitos elementos para que as lideranças possam atuar melhor nessa área e avançar nas práticas cooperativistas”, explica Aristides.

Segundo o coordenador do Centro de Gestão da Agricultura Familiar e Inovação (CEGAFI), professor Mario Avila, a Universidade de Brasília (UnB) acredita no potencial da agricultura familiar, do cooperativismo e da educação para o desenvolvimento do país. “Estamos felizes em contribuir com o PECSOL e oferecer um pouco da universidade pública para este curso. O CEGAFI é feito de ação e participação com agricultores, gestores, pesquisadores, estudantes e a sociedade em geral. A parceria com a Unicafes mostra que estamos no caminho e do lado certo”.

Para a Unicafes, é muito estratégico unir forças com essas entidades, como explica o presidente Vanderley Ziger. “É um momento histórico de união da nossa organização, que trabalha o cooperativismo, com as organizações que trabalham com o movimento sindical. Em conjunto, vamos aprofundar mais e tornar o cooperativismo um instrumento mais popular, fazer com que as cooperativas se tornem mais efetivas, atuando cada vez mais como instrumentos de empoderamento da nossa base social”.

Mais sobre o PECSOL

O Programa de Educação do Cooperativismo Solidário (PECSOL) é desenvolvido em parceria com o Sistema Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e já promoveu formações presenciais em todo o Brasil. “Esta iniciativa é fundamental para a qualificação dos participantes e para a multiplicação de propostas inovadoras de organização, gestão, governança, inclusão e mercados”, destacou Antônio Moreira Filho, diretor de Formação da Unicafes.

Para acessar a aula inaugural do PECSOL EAD, clique no link: https://youtu.be/gs0iQs7WwlQ
FONTE: Correspondente da COPROFAM - Gabriella Avila

Virada pela Democracia: participe do maior festival online sobre democracia do Brasil


Neste final de semana, dias 4 e 5 de julho, será realizada a Virada pela Democracia - um festival com diversas atividades distribuídas pela internet propostas pelas organizações e movimentos participantes da Campanha #BrasilpelaDemocracia #BrasilpelaVida. Estão na programação palestras, atividades culturais e manifestações online.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) são algumas das entidades que integram a campanha e que irão realizar atividade vinculada à Virada pela Democracia.

Com o objetivo de dialogar sobre um dos eixos da campanha, as duas organizações irão realizar uma Live com o tema “Democracia e Direito à Alimentação”. Esta Live será realizada neste sábado, 4 de julho, às 16 horas, e será transmitida no Facebook, YouTube e Portal da CONTAG.

As organizações serão representadas pelo presidente da CONTAG, Aristides Santos, e pela companheira Ayala Ferreira, da Coordenação do MST.

Divulgue, participe e interaja nesta Live!

Veja AQUI a programação completa da Virada pela Democracia.

Acompanhe as Lives nos links abaixo:

YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=oFv_15EvxJc

Facebook: https://www.facebook.com/imprensacontag/videos/1288534751317275/

Portal da CONTAG: http://www.contag.org.br/index.php

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi

FETARN: 58 anos de história, lutas e conquistas!


FETARN coordena Greve dos Canavieiros, na década de 70.

A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Rio Grande do Norte (FETARN) comemora nesta semana seus 58 anos de história, lutas e conquistas.

Fundada em 15 de junho de 1962, a FETARN está atualmente presente em 162 municípios potiguares por meio dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares para representar, organizar e integrar as famílias do campo potiguar.

Live comemorativa

E para celebrar a importante data que compreende mais de meio século de trajetória no Movimento Sindical Brasileiro, a FETARN preparou uma Live Comemorativa, com homenagens, resgates históricos das suas lutas e muita animação, com apresentação cultural de Amazan e Arinaldo Quirino, que deram um show de musicalidade regional, trazendo as boas lembranças através da música.

A Live que foi um sucesso de público, obteve mais de 2,4 mil visitas no decorrer da apresentação e reuniu autoridades nacionais, estaduais e do movimento sindical.

Momentos marcantes com depoimentos dos ex-presidentes que passaram pela entidade a exemplo de: José Rodrigues Sobrinho primeiro presidente, além de Francisco Urbano Araújo Filho, Ambrósio Lins do Nascimento, dentre outros.

Segundo o presidente da FETARN, Manoel Cândido: “é uma honra poder estar à frente da presidência quando a Federação completa 58 anos de muitas lutas e conquistas. Chegar aos 58 anos é motivo de orgulho para todos e todas, por isso, resolvemos preparar um grande momento, mesmo que de forma virtual por causa da pandemia, para celebrar a data junto com as pessoas que ajudaram e contribuíram para a existência da FETARN”, destaca o presidente.

Para Aristides Santos, Presidente da CONTAG, esse é um momento histórico para o Rio Grande do Norte e para o Brasil, pois a FETARN alcança 58 anos de história pautada nas lutas e na construção de melhores dias para o homem e a mulher do campo.

A grande surpresa da Festa Comemorativa foi o recebimento de uma carta escrita pelo Ex-Presidente “Lula” que se congratulou com a atividade comemorativa manifestando seu carinho e apreço pela entidade representativa dos agricultores e agricultoras familiares do Rio Grande do Norte.

Assista a LIVE AQUI

História

Fundada pelos Sindicatos de Angicos, Caraúbas, Lagoa Nova, Macaíba, Pendências, São José do Mipibu, Serra Caiada, Santana de Matos, São Paulo do Potengi, Ceará Mirim, Nova Cruz e Canguaretama, em 15 de junho de 1962 a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Rio Grande do Norte (FETARN), surgiu em época de muitas dificuldades, principalmente por ser num período em que o país enfrentava um duro golpe militar.

"Essa história teve a contribuição e a ajuda de muitos companheiros e companheiras que estão ainda em nosso convívio, mais também, daqueles(as) que tombaram na luta ao longo desse tempo", pontuou o presidente da FETARN, Manoel Cândido.

Que venha o centenário da FETARN!

Viva a FETARN!

Viva a Agricultura Familiar!
FONTE: Assessoria da Regional Nordeste - Gilberto Silva

Promulgada Emenda Constitucional que trata do adiamento das Eleições Municipais 2020




Mudanças e nova datas das Eleições 2020

Promulgada no Congresso Nacional nesta quinta-feira (2 de julho de 2020), a Emenda Constitucional 107, criada a partir da PEC 18/2020, que adia as eleições municipais de outubro para novembro deste ano, por conta dos efeitos da pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19).

A PEC foi apreciada e aprovada na Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (1º de julho). Ficando estabelecido que o 1º turno acontecerá em 15 de novembro e 2º turno em 29 de novembro. O calendário original previa o primeiro turno das eleições em 4 de outubro e o segundo turno, em 25 de outubro.

Com a aprovação da PEC, além das novas datas do 1º e 2º turno, fica estabelecida a mudança de diversas datas do calendário eleitoral, por exemplo: as convenções partidárias, que aconteceriam de 20 de julho a 5 de agosto, agora serão de 31 de agosto a 16 de setembro. O prazo para o registro de candidaturas, que encerraria dia 15 de agosto, passou para 26 de setembro.

Outras alterações importantes são:

- Levando em conta a alteração constitucional, o prazo de desincompatibilização vencido não será reaberto, ou seja, o marco de desincompatibilização nos 6 meses anteriores à eleição, em (04.04.2020) (tendo como data da eleição ainda o dia 04.10) ou ainda quem se desincompatibilizou nos 4 meses anteriores, isto é, no último dia (04.06.2020) está mantido.

- No sentido de evitar aglomerações, os partidos políticos também ficam autorizados a realizarem convenções e reuniões de forma virtual para escolher candidatos(as), formalizar coligações e definir os critérios de distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC);

- Municípios que não tiverem condições de realizar as eleições devido o avanço da Covid-19 e precisem adiar para além de 29 de novembro, a data limite para esse adiamento é 27 de dezembro, mediante pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instruído por autoridade sanitária, e o Congresso editar um decreto legislativo para permitir a alteração de nova data;

- Atos de propaganda eleitoral não devem ser limitados pela legislação municipal ou pela Justiça Eleitoral, salvo em casos que a decisão estiver fundamentada em prévio parecer técnico emitido por autoridade sanitária estadual ou nacional;

A prefeitura e outros órgãos públicos municipais poderão realizar, no segundo semestre deste ano, propagandas institucionais relacionadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, desde que respeite os termos da legislação eleitoral.

A PEC já tinha sido aprovada pelo Senado no dia 23 de junho.

“A CONTAG apoiou a decisão do Congresso de aprovar a Emenda Constitucional 107, criada a partir da PEC 18/2020, que adia as eleições municipais, devido a pandemia de coronavírus. Uma Emenda importante que deve evitar a contaminação e proliferação de Covid-19, e também respeita o direito ao voto, de todos os cidadãos e cidadãs do Brasil”, destaca o presidente da CONTAG, Aristides Santos.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Para atender ao que foi aprovado, o TSE terá de adequar as resoluções que disciplinam o processo eleitoral de 2020 ajustando as normas referentes aos prazos para fiscalização e acompanhamento dos programas de computador utilizados nas urnas eletrônicas para os processos de votação, apuração e totalização.

O TSE ainda poderá alterar as regras quanto à recepção dos votos, justificativas, auditoria e fiscalização no dia da eleição, bem como em relação ao horário de funcionamento das seções eleitorais e à distribuição dos(as) eleitores(as), de maneira a atender as recomendações de segurança sanitária a todos(as) os(as) participantes do processo eleitoral, para evitar a contaminação e proliferação de Covid-19.

NOVO CALENDÁRIO ELEITORAL

Veja abaixo novas datas das etapas do processo eleitoral de 2020

AQUI O TEXTO FINAL DA EMENDA CONSTITUCIONAL 107/2020

FONTE: Comunicação CONTAG- Barack Fernandes

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Coletivo Nacional de Finanças Realiza reunião

Secretarias de finanças das federações e da CONTAG, discutem sobre o processo de revalidação, Amparo Social e organização sindical em um coletivo realizado neste dia 02/07


Agricultores de Acari discutem elaboração de projetos


Em conjunto com a vice diretora da FETARN Ana Aline Moraes, e diretores do STR de Acari, integrantes da cooperativa COMFA do Município de Acari, discutem a elaboração de projetos do PAA CONAB

FETARN realiza LIVE para comemorar seus 58 anos de luta

Com a participação e colaboração de todos os sindicatos do estado e das parcerias, a FETARN comemora seus 58 anos de luta e resistência com uma LIVE.  Foram muitos depoimentos, forró e animação em uma noite bastante festejada.
Parabéns a nossa Federação e a todos os sindicatos que lutam de mãos dadas todos os dias.





Aproveite, click no link abaixo e assista na integra!! 


     

Entidades e movimentos sociais se unem em defesa da democracia e da vida



OAB, ABI, SBPC, Centrais Sindicais, Comissão Arns e CONTAG estão entre as organizações à frente da campanha que será lançada na segunda (29)

Mais de 60 organizações, entre entidades nacionais, centrais sindicais, movimentos sociais, articulações pró-democracia e organizações não-governamentais lançam, nesta segunda-feira (29), a campanha #BrasilpelaDemocracia #BrasilpelaVida.

A ação é uma resposta à situação enfrentada pelo país, que exige a união de todos em defesa da democracia, ameaçada pelo ataque permanente e inconcebível às instituições, à imprensa, ao Estado Democrático de Direito e aos direitos dos cidadãos e cidadãs consagrados na Constituição Federal.

As entidades se unem também em defesa da vida, ameaçada pela descoordenação do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus, agravando a já crítica situação sanitária e econômica, implicando mais sofrimento a trabalhadoras e trabalhadores, às populações vulneráveis e inviabilizando a sobrevivência de empreendedores, em especial micro e pequenos empresários.

Para marcar o lançamento, na próxima segunda, acontece uma grande mobilização nas redes sociais da campanha, com participação das entidades e personalidades, o lançamento do site, que terá espaço para novas adesões, e projeções em pontos icônicos de algumas capitais.

A primeira atividade, logo após o lançamento, será a Virada da Democracia, nos dias 4 e 5 de julho – um evento coletivo com dezenas de atividades propostas pelas organizações envolvidas, entre palestras, ações culturais e manifestações virtuais.

A partir de segunda, a campanha estará no ar aqui:

Site: www.brasilpelademocracia.org.br

Facebook - @brasilpelademocracia

https://www.facebook.com/brasilpelademocracia

Twitter - @bra_democracia

https://twitter.com/bra_democracia

Instagram - @brasilpelademocracia_

https://www.instagram.com/brasilpelademocracia_

Confira quais são as entidades que integram a campanha:

#Juntos

#somos70porcento

342Artes e 342Amazônia

ABI - Associação Brasileira de Imprensa

ABONG - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação

ANPG - Associação Nacional de Pós-graduandos

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB

Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo

Associação de Juristas pela Democracia

Associação Juízes para a Democracia - AJD

Bloco da Cultura

Brigadas Populares

Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Casa Fluminense

Cenpec - Centro de estudos e pesquisas em educação, cultura e ação comunitária

Central dos Sindicatos Brasileiros - CSB

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB

Clube de Engenharia

Comissão Arns – Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns

Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito

Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG)

Conic - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

CUT - Central Única dos Trabalhadores

Força Sindical

Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Frente Brasil Popular

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

Fundação Tide Setubal

GELEDES - Instituto da Mulher Negra

Greenpeace

IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa)

IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Instituto Cidades Sustentáveis

IAB - Instituto de Arquitetos do Brasil

Instituto de Estudos da Religião - ISER

Instituto de Estudos Socioeconômicos

Instituto Ethos de Responsabilidade Social Empresarial

Instituto Igarapé

Instituto Socioambiental

Instituto Sou da Paz

Instituto Vladimir Herzog

Intersindical Central da Classe Trabalhadora

MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST

OAB Nacional

Observatório do Clima

Oxfam Brasil

Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político

Projeto Brasil Nação

Projeto Liberdade

Pública Central do Servidor

SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Somos Democracia

Transparência Brasil

UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

UGT - União Geral dos Trabalhadores

UNE - União Nacional dos Estudantes

WWF-Brasil

UNEAFRO BRASIL

Todos Pela Educação
FONTE: Campanha #BrasilpelaDemocracia #BrasilpelaVida

Aprovado no Senado, o PL das Fake News ainda precisa corrigir na Câmara dos Deputados, problemas que persistem no texto


O Senado aprovou nessa terça-feira (30) o PL 2630/20, que passou a ser conhecido como “PL das fake news”. A versão do relatório aprovada trouxe diversas mudanças em relação à versão original do autor, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), terminou com a redução de diversas propostas problemáticas inseridas ao longo da tramitação, mas ainda mantém mudanças legais com potencial de prejuízo a direitos fundamentais, como a privacidade, a proteção de dados, o acesso à Internet e a liberdade de expressão. Por isso, a análise na Câmara dos Deputados será fundamental para corrigir os problemas que persistem no texto.

Na conclusão da tramitação no Senado, é importante registrar que a pressão da sociedade civil, dentro da qual a atuação da Coalizão Direitos na Rede, que conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e de várias organizações da sociedade civil, ativistas e acadêmicos que atuam em defesa da Internet livre e aberta no Brasil, foi fundamental para retirar do debate temas também preocupantes. Entre eles, medidas de obrigação de análise de conteúdo pelas plataformas, com base em conceitos subjetivos de desinformação, e diversos tipos penais e dispositivos que abriam espaço para a criminalização de usuários por críticas políticas a autoridades e poderosos.

As mudanças traziam riscos graves e a sua remoção do texto foi uma redução de danos, fruto da atuação de várias organizações que vão além da área da comunicação e Internet, incluindo aí a CONTAG, associações acadêmicas, entidades de defesa de direitos humanos, organizações internacionais de direitos digitais e especialistas de diversas áreas.

A Coalizão Direitos na Rede buscou, até o último momento, modificar o relatório do senador Angelo Coronel para suprimir do texto mecanismos de identificação massiva, de rastreabilidade de mensagens de aplicativos de mensagem e de vinculação de contas em redes sociais e números de telefones. A pressão foi importante para mudar as redações originais e reduzir o escopo de dispositivos vigilantistas e excludentes, mas mesmo assim o texto aprovado manteve no geral esses problemas.

Destacamos abaixo os principais pontos, reafirmando o compromisso da Coalizão Direitos na Rede de seguirmos trabalhando, agora na Câmara dos Deputados, de modo a garantir que o país tenha uma lei que de fato combata a desinformação, mas sem violar direitos dos cidadãos e cidadãs.

1) Manutenção do conceito de conta identificada (art. 5º, inciso I) – Mantém a definição como “a conta cujo titular tenha sido plenamente identificado pelo provedor de aplicação, mediante confirmação dos dados por ele informados previamente”. Essa definição vincula as obrigações de identificação presentes no artigo 7º, objeto de pedido de supressão pela Coalizão Direitos na Rede.

2) Identificação em massa (Artigo 7º) – O dispositivo de identificação em massa foi flexibilizado. Inicialmente, a coleta de dados de identificação seria obrigatória para todos os usuários. Após pressão sobre o relator, esta foi alterada para casos de “denúncias por desrespeito a essa Lei”, “indícios de contas inautênticas” e de “ordem judicial”. Essa limitação, se importante pelo fato de não generalizar a coleta, ainda assim mantém a prática da identificação para um contingente significativo de usuários, sobretudo a partir de simples denúncias que poderão ser recebidas pelas plataformas – o que permite o abuso e massificação deste procedimento. Também foi mantido no relatório aprovado o “poder de polícia” às plataformas, obrigando-as a desenvolver medidas para “detectar fraude no cadastro e o uso de contas”. Como alertamos, esse dispositivo vai contra preceitos constitucionais e a Lei Geral de Proteção de Dados, que estabelece o princípio da coleta mínima dos dados necessários para uma finalidade.

3) Rastreabilidade em massa (Artigo 10º) – Essa previsão sujeita o conjunto da população a alto risco diante de possíveis requerimentos abusivos de informações pessoais, medidas de mau uso de seus dados pelas empresas e vazamentos. Terão seus dados guardados obrigatoriamente pelos aplicativos todas as pessoas que, por razões legítimas ou involuntárias, participem das cadeias de compartilhamento de conteúdos, como jornalistas, pesquisadores, parlamentares e quaisquer cidadãos que, eventualmente, repassem uma postagem a fim de denunciá-la. Caso haja um processo judicial envolvendo esses conteúdos, caberá às pessoas envolvidas o dever de explicar, a posteriori, sua não relação com as indústrias de disseminação de desinformação que o PL pretende atingir. Trata-se de grave violação ao princípio da presunção de inocência e que, sim, pode impactar no exercício da liberdade de expressão nos aplicativos de mensageria privada.

4) Riscos à liberdade de expressão (Artigo 12º) – A redação protocolada incorporou pontos sobre devido processo na moderação de conteúdos por parte das plataformas, como mecanismos de notificação e direito de defesa dos usuários, que são importantes. Mas incluiu de última hora, sem diálogo com as organizações preocupadas com o texto, dois parágrafos (5º e 6º) cujas redações, vagas e confusas, aumentam ainda mais o poder de controle das plataformas sobre o fluxo informacional, podendo trazer riscos. O parágrafo 5o, por exemplo, trabalha com as ideias de “imitação da realidade” e de indução “a erro acerca da identidade de candidato a cargo público”, e o parágrafo 6o diz que a decisão do procedimento de moderação deverá assegurar “ao ofendido o direito de resposta na mesma medida e alcance do conteúdo considerado inadequado”. A figura do ofendido não existe no PL e traz enorme dificuldade de delimitação, com previsão superior inclusive à honra, que existe no ordenamento brasileiro. O direito de resposta, que é constitucional, deve ser baseado em decisão judicial. Do contrário, tal medida será terceirizada às plataformas, que poderão receber um conjunto de demandas e passarão a ter que analisar mensagens para identificar “conteúdos inadequados”. Além disso, para o cumprimento do dispositivo, as plataformas teriam que guardar mais dados dos usuários, algo que também viola os princípios da LGPD.

5) Código de conduta para redes sociais e serviços de mensageria submetido à aprovação do Congresso Nacional (Artigo 26, §1º, II) – a redação atribui ao Congresso Nacional a prerrogativa de aprovar um código de conduta para redes sociais e serviços de mensageria, conferindo status de norma infralegal a um documento a ser adotado e aprovado pelo Conselho de Transparência e Responsabilidade na Internet – criado justamente para ser um órgão técnico e autônomo. Tal submissão ao Congresso possibilitará eventual revisão das decisões do Conselho e ingerência política no seu funcionamento.

6) Inconstitucionalidade para a escolha de representantes do Conselho – Artigo 27, §4º: Ao vetar que conselheiros sejam pessoas vinculadas ou filiadas a partido político, o dispositivo viola a Constituição, que garante liberdade de associação para fins lícitos. Tal redação inviabilizaria a nomeação, por exemplo, dos próprios representantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ao Conselho. O parâmetro adotado para vedar a nomeação é bastante restrito e é divergente, inclusive, com aqueles adotados para a nomeação em cargos públicos.

7) Aumento da exclusão digital no cadastramento de usuários de telefones pré-pagos (Art. 35) – A nova redação altera a previsão legal atual, substituindo a possibilidade alternativa pela obrigação de apresentação conjunta dos documentos de Identidade e do número de registro no Cadastro de Pessoa Física. Adicionalmente, determina nova regulamentação sobre o cadastramento de usuários de telefones pré-pagos. Exigir a apresentação dos dois documentos para a obtenção de um número pré-pago é uma medida desnecessária, excessiva e onerosa a brasileiros que não possuem documentação, impactando diretamente no direito à comunicação destes cidadãos. Redação deve ser alterada para permitir um documento ou outro.

FONTE: Comunicação CONTAG- Barack Fernandes, com informações da Coalizão Direitos na Rede

PL das Fake News ainda traz riscos


Previsto para ser votado nesta terça-feira (30), o Projeto de Lei 2.630/2020 (PL das Fake News), ainda segue com problemas para liberdade de expressão e identificação de cidadãos, como afirma nota da Coalizão Direitos na Rede, que conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e de várias organizações da sociedade civil, ativistas e acadêmicos que atuam em defesa da Internet livre e aberta no Brasil.

Nota da Coalizão Direitos na Rede apresenta nove aspectos preocupantes do PL 2.630/2020

O plenário do Senado vota nesta terça-feira (30/6) o PL nº 2630, de 2020, que passou a ser conhecido como “PL das Fake News”. O mais novo relatório do senador Ângelo Coronel (PSD-BA), divulgado no fim da noite de segunda-feira (29/6), ainda traz uma série de problemas: identificação em massa de usuários; aumento da vigilância com a rastreabilidade dos usuários; possibilidades de exclusão, ao impor a obrigação de suspensão de contas quando da desabilitação de números e regras de moderação de conteúdo com procedimentos mal formulados e baseados em conceitos amplos; e, ao prever um conselho de transparência na Internet, há artigos inadequados na forma de escolha de representantes, nas vedações para conselheiros, assim como na disciplina de um código de conduta para redes sociais.

Sintetizamos nove aspectos preocupantes do relatório:

Manutenção do conceito de conta identificada (art. 5º, inciso I) –Mantém a definição como “a conta cujo titular tenha sido plenamente identificado pelo provedor de aplicação, mediante confirmação dos dados por ele informados previamente”. Essa definição vincula as obrigações de identificação presentes nos artigos 7º e 8º, objeto de pedidos de supressão pela Coalizão Direitos na Rede.

Identificação em massa (Artigo 7º) –Permanece a possibilidade de identificação em massa de usuários de redes sociais e mensageria privada a partir de conceitos genéricos, como “denúncias por desrespeito a essa Lei” e “indícios de contas inautênticas”. Como nas versões anteriores, foi mantido o “poder de polícia” às plataformas, obrigando-as a desenvolver medidas para “detectar fraude no cadastro e o uso de contas”. Como já alertamos, esse dispositivo vai contra preceitos constitucionais e a Lei Geral de Proteção de Dados, que estabelece o princípio da coleta mínima dos dados necessários para uma finalidade. Artigo deve ser suprimido.

Conceitos vagos para suspensão de contas (Artigo 8º) –Embora tenha sido reformulado e incorporado melhorias, o artigo ainda determina a suspensão de contas a partir de um conceito não claro de “números desabilitados”. É preciso deixar claro aqui que se trata da rescisão do contrato e cancelamento do número, e não da suspensão temporária do número que possa vir a ocorrer temporariamente por inadimplência. Redação deve ser alterada ou, então, o Artigo deve ser suprimido.

Rastreabilidade em massa (Artigo 10º) –A versão ainda prevê retenção em massa de registros de envios de mensagens em aplicativos de mensageria privada. Essa previsão sujeita o conjunto da população a alto risco diante de possíveis requerimentos abusivos de informações pessoais, medidas de mau uso de seus dados pelas empresas e vazamentos. Terão seus dados guardados obrigatoriamente pelos aplicativos todas as pessoas que, por razões legítimas ou involuntárias, participem das cadeias de compartilhamento: jornalistas, pesquisadores, parlamentares e quaisquer cidadãos que, eventualmente, repassem uma postagem a fim de denunciá-la. Caso haja um processo judicial envolvendo esses conteúdos, caberá às pessoas envolvidas o dever de provar, a posteriori, sua não relação com as indústrias de disseminação de desinformação que o PL pretende atingir. Trata-se de grave violação ao princípio da presunção de inocência. Artigo deve ser suprimido.

Riscos à liberdade de expressão (Artigo 12º) –A redação protocolada incorporou pontos sobre devido processo, como mecanismos de notificação e direito de defesa dos usuários, que são importantes. Mas traz regramentos para a indisponibilização de conteúdos com base em termos extremamente vagos, como “indução a erro, engano ou confusão com a realidade” e determina a análise e concessão de direito de resposta pelas plataformas com base em “ofensa à honra, à reputação, ao conceito, ao nome, à marca ou à imagem de pessoa física ou jurídica”. A redação do conjunto do artigo, bastante confusa, carece, assim, de sistematicidade e dá excessivo poder às plataformas em processos de moderação de conteúdo. Neste sentido, a Coalizão Direitos na Rede defende mudanças na redação, assegurando regras claras e que assegurem informação e direitos de defesa aos usuários.

Aprovação do código de conduta para redes sociais e serviços de mensageria pelo Congresso Nacional(Artigo 26, §1º, II) –a redação atribui ao Congresso Nacional a prerrogativa de aprovar um código de conduta para redes sociais e serviços de mensageria, conferindo status de norma infralegal a documento a ser adotado e aprovado pelo Conselho de Transparência e Responsabilidade na Internet e possibilitando uma eventual revisão das decisões do conselho. Dispositivo deve ser suprimido.

Nomeação dos representantes do Conselho de Transparência e Responsabilidade na Internet (Artigo 27, §4º e §5º) –O parágrafo 4o viola a Constituição, que garante liberdade de associação para fins lícitos. Tal redação inviabilizaria a nomeação, por exemplo, dos representantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ao Conselho. O parâmetro adotado para vedar a nomeação é bastante restrito e é divergente, inclusive, com aqueles adotados para a nomeação em cargos públicos. Já o parágrafo 5º deixa sob responsabilidade somente da Presidência do Congresso a definição da forma de indicação dos conselheiros, algo que pode resultar em ingerência política e ferir a autonomia necessária para que os diferentes setores integrantes no Conselho possam indicar seus representantes. Dispositivos devem ser suprimidos.

Autoridade responsável pela aplicação das sanções (Artigo 32, capute §1º) –É problemática a inclusão de “autoridade administrativa” no texto, gerando insegurança jurídica na medida em que o texto do PL não dispõe explicitamente qual seria a autoridade específica responsável por aplicar as sanções. Seria necessário retomar o texto anterior, com a previsão de sanções civis e criminais, bem como a aplicação das mesmas pela autoridade judicial (§1º).

Aumento da exclusão digital no cadastramento de usuários de telefones pré-pagos (Art. 35) –A nova redação altera a previsão atual, substituindo a possibilidade alternativa pela obrigação de apresentação conjunta dos documentos de Identidade e do número de registro no Cadastro de Pessoa Física. Adicionalmente, determina nova regulamentação sobre o cadastramento de usuários de telefones pré-pagos. Exigir a apresentação dos dois documentos para a obtenção de um número pré-pago é uma medida desnecessária, excessiva e onerosa a brasileiros que não possuem documentação, impactando diretamente no direito à comunicação destes cidadãos. Redação deve ser alterada para permitir um documento ou outro.
FONTE: Comunicação CONTAG- Barack Fernandes, com informações da Coalizão Direitos na Rede