terça-feira, 29 de outubro de 2013

Tecnologias de convivência com o Semiárido são destaque em feira na região


Mais de 20 milhões de pessoas vivem no Semiárido brasileiro, sendo que 9,08 milhões (44%) pertencem à zona rural. Para discutir melhorias na qualidade de produção e na convivência com o Semiárido, ocorre, há cinco edições, a feira Semiárido Show.

Nesta terça-feira (29), teve início a Edição 2013 - Feira da Agricultura Familiar: Terra, Água e Tecnologia para a Produção de Alimentos, a 40 Km de Petrolina, na unidade da Embrapa – Produtos e Mercados, em Pernambuco. O evento, que segue até sexta-feira (1º), traz as mais recentes tecnologias para a convivência com o Semiárido, além de uma série de atividades que promovem a discussão para a qualidade de vida e de produção na região, principalmente para a agricultura familiar de sequeiro, dependente do regime irregular de chuva.

“A feira é uma oportunidade para pensarmos juntos na convivência com a seca e na reestruturação do Semiárido, o que é prioridade do Governo Federal”, disse o secretário da Agricultura Familiar (SAF/MDA), Valter Bianchini, que representou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA) na cerimônia de abertura do evento. “Temos um conjunto de políticas públicas que vão desde a qualificação e ampliação dos assentamentos de reforma agrária até o desenvolvimento dos territórios. Além disso, nós temos programas para a agricultura familiar e o próprio compromisso de inclusão produtiva, de segurança alimentar e de desenvolvimento sustentável para o semiárido”, Bianchini pontuou.

São esperados cerca de 25 mil visitantes no local, que poderão conhecer mais de cem tecnologias que contribuem para o fortalecimento da convivência com o Semiárido, a geração de emprego e renda e a redução da miséria na região.

“Esta vai ser uma semana de troca para que os órgãos do governo juntamente com a sociedade civil construam um semiárido mais forte e com mais qualidade de vida”, afirmou o diretor de Transferência de Tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Emprapa), Waldyr Stumpf.

“Precisamos de planejamento mais específico e de uma política para o semiárido brasileiro”, pontuou o diretor regional do IRPA, Ademilson da Rocha. “Sem a terra, não tem como a gente ter vida digna no semiárido. A partir dela a gente consegue desenvolver ações. Também precisamos das tecnologias, que precisam ser apropriadas a esta realidade.”

“O semiárido tem homens e mulheres, agricultores e agricultoras, com possibilidade de desenvolvimento”, afirmou o secretário estadual de Agricultura, Aldo Rabelo, que destacou a parceria que vem sendo estabelecida entre os governos local e federal. “Este é um momento de dizer que temos um conjunto de experiência que já vem sendo desenvolvidas pelos agricultores. É possível mudar e termos um semiárido que assegure dignidade.”

O presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes, pontuou que a reforma agrária hoje ocupa 4,5 milhões de hectares na região do Semiárido brasileiro e que o Incra pretende promover a universalização da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para 116,9 mil famílias.

Semiárido Show 2013

Realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária (IRPA), a feira conta com apoio de instituições locais e do Governo Federal

Também estavam presentes na cerimônia de abertura gestores da região, entre eles o prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio; o presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes; o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos; e o diretor de transferência de tecnologia da Emprapa, Waldyr Stumpf.

A região

Com diversidade biológica, principalmente na flora, as várias formas de manifestações culturais e até mesmo os diferentes microclimas fazem do Semiárido brasileiro uma região com grande potencial para o desenvolvimento. Possui um ecossistema frágil e com pouca capacidade de reconstituição. A fragilidade é decorrente dos próprios fatores climáticos.

As atividades econômicas predominantes são de subsistência, com pequenos roçados, criatórios de animais de pequeno e médio porte, artesanato e extrativismo voltado para o consumo familiar.

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