segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Integração entre pesquisa e extensão rural é tema central de debate

Desenvolver mecanismos e instrumentos para coordenar extensão rural e pesquisa nos níveis locais e regionais é um dos grandes desafios do governo brasileiro. Essa foi a ideia comum apontada em debate promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, nesta segunda-feira (7), durante a Reunião de chefes de transferência de tecnologia.

O secretário da Agricultura Familiar, Valter Bianchini, representou o ministro do Desenvolvimento Agrário, no encontro.  Bianchini apresentou um histórico sobre a articulação entre pesquisa e extensão, mostrando uma análise histórica da criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Na mesa, o tema central foi Integração Pesquisa/Extensão para Transferência de Tecnologia com enfoque na Anater.
“Quem conhece a história da pesquisa e extensão sabe da dificuldade que é articular as duas atividades”, disse Bianchini. No relato dos vários momentos históricos, o secretário lembrou que nos anos 90, essa articulação ficou com as Emateres, as empresas estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Nos últimos dez anos, houve um “processo ascendente, uma reestruturação da política de Ater”, citou. Bianchini destacou que atualmente o quadro brasileiro do setor inclui Ater pública e não governamental, com mais de 20 mil extensionistas e cresceu também a Ater privada.
“Podemos organizar um bom serviço junto a mais de dois milhões de agricultores”, afirmou o secretário do MDA, que reforçou a importância da ação da Anater para que esse objetivo seja alcançado. Entre os principais avanços apontados, está o diálogo constante entre a Anater e a área de transferência de tecnologia da Embrapa.  “Seja a partir dos grandes biomas, seja  a partir da compreensão de áreas menores, temos que articular redes e fazer um trabalho integrado”, Bianchini enfatizou.
“A Anater é mais um componente que vai nos ajudar no processo de interlocução com a sociedade”, acrescentou o moderador do debate, o diretor-executivo de Transferência de Tecnolgia da Embrapa, Waldyr Stumpf Jr.
O debate contou com o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional, Arnoldo de Campos, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e do secretário do Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Caio Tibério, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
Agência
A Anater será um serviço social autônomo de direito privado, sem fins lucrativos e interesse coletivo. A Agência terá atuação por contrato de gestão com o poder público, estatuto próprio de contratos e convênio e contratação de prestadores serviços de Ater.
A estrutura do novo órgão será formada por um Conselho Administrativo (poder Executivo e entidades representativas da agricultura familiar), um Conselho Fiscal e um Conselho Assessor Nacional, com entidades públicas e privadas de representação de produtores ou atuação no meio rural.  A organização terá ainda três diretorias, ligadas à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), à administração e à transferência de tecnologia.  O diretor da Anater será o mesmo diretor de tecnologia da Embrapa.

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