sábado, 16 de março de 2013

“Os agricultores do Seridó já amanhecem o dia preocupados se ainda tem xiquexique pra alimentar o gado”, diz Fetarn

     Fotos da caminhada: Crédito de Ilmo Gomes

Dezenas de agricultores saíram às ruas de Caicó nesta semana soltando um “grito” de socorro que estava preso na garganta, desde que o período de estiagem começou e, até agora não viram uma providência mais enérgica por parte dos governos. O movimento reuniu vários sindicatos e movimentos sociais que com faixas e cartazes nas mãos, visitaram órgãos federais como a Conab e caminharam pelas ruas até o Centro Pastoral Dom Wagner, onde entregaram um documento de reivindicações a várias autoridades da cidade e região.Para Assis Araújo, diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte, o movimento foi positivo do ponto de vista pela presença dos sindicatos e movimentos sociais, mas é preciso que a classe política do Estado, principalmente os da região do Seridó se unam em defesa dos que ainda tem coragem de permanecerem no meio rural.
“A situação do homem do campo chegou ao estágio máximo. Saiu da emergência e entrou para o colapso, aonde os agricultores ao amanhecer do dia já está preocupado onde ainda existir xiquexique pra queimar e alimentar seu pequeno rebanho que está se dizimando. A ração animal a cada dia que passa fica mais cara e o acesso ao milho da Conab é dificultando ainda mais”, disse Assis em entrevista ao Blog do Marcos Dantas.
Na Conab, a comissão entregou um documento ao chefe do Escritório caicoense, João dos Santos onde pediram, dentre outras coisas a prorrogação do milho subsidiado para 18 reais e 12 centavos para os agricultores familiares, que a Conab crie uma comissão para acelerar o processo de liberação dos boletos para que o agricultor tenha um melhor acesso ao milho e que seja investigada denúncias envolvendo o escritório caicoense.
“Temos denúncias de pessoas que nem animais têm mais e que continuam pegando milho na Conab e vendendo, e que seja priorizado o agricultor familiar, aquele que se utiliza do seu pequeno rebanho pra poder fazer sua feira. Quem tem outros meios precisa também ser atendido, mas primeiro o agricultor-familiar”, finalizou Assis.

Blog do Marcos Dantas, Caicó - 16 de março de 2013

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