domingo, 24 de março de 2013

Expositoras falam sobre autonomia e a importância da 2º Mostra



Maria de Jesus é quebradeira de coco babaçu e coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB). Vive no Interior de Lima Campos, Maranhão.

PRODUTOS:
 Azeite, farinha do babaçu e artesanato.

As mulheres trabalhadoras rurais estão conquistando autonomia. A de Maria de Jesus, por exemplo, “está lá em cima!“. Agora, elas têm seu próprio negócio, produzindo e comercializando seus produtos. “O meu trabalho contribui muito para minha família. Aumentou a minha renda e dá mais visibilidade ao que é a agricultura familiar.”

Graças ao seu trabalho, hoje Maria se considera uma mulher mais independente. “Essa mostra é uma prova disso.”





Luzia Antônia Apodonepa de Oliveira é indígena, trabalhadora rural, artesã e educadora em economia solidária. Vive no município de Barra do Bugres, Mato Grosso.
PRODUTOS
:
 uma diversidade de artesanatos (colares, pulseiras, brincos, cocar, maracá) de um grupo de 15 mulheres da aldeia indígena Umutina, da qual faz parte.

Luzia considera a Mostra um momento “para mostrarmos nossa produção, fortalecer a gente e a nossa cultura”. O artesanato hoje é sua principal fonte de renda; a agricultura familiar, por enquanto, ainda é apenas para consumo próprio. Mas ela explica que, recentemente, fez um curso cujo objetivo foi aprender um meio de cultivar a terra com o mínimo de desmatamento. “Agora, estou focando na agroecologia para a geração de renda”, planeja.

A autonomia política de Luzia vai muito bem. “Na minha comunidade, eu tenho total liberdade para trabalhar, buscar parceiros, desenvolver projetos e trabalhar com as lideranças. Sinto que eu tenho autonomia para desenvolver qualquer trabalho dentro da minha comunidade.”





Sonia Maria dos Santos é quilombola, trabalhadora rural e professora do ensino fundamental. É de Itacuruba, PE.

PRODUTOS: Bordados.
Para Sônia, a Mostra é um espaço onde se pode divulgar “o que a mulher do campo pode produzir em seu território. Além de trabalhadoras rurais, temos uma produção diferenciada”.

E o que as mulheres do campo produzem no dia-a-dia, explica Sônia, ajuda a aumentar a renda familiar. “Eu sinto que tenho autonomia, porque eu trabalho e tenho minha própria renda. Então eu me sinto independente. Estamos trabalhando para que todas as quilombolas conquistem casa vez mais autonomia”.






Gema Gabriel Balbinot é aposentada e agricultira familiar. Veio de Monte Belo do Sul, Rio Grande do Sul.
PRODUTOS: Geleias, caldas e doces cremosos (de figo, uva, marmelo, pera, pimenta e outros sabores).

Esta é a primeira Mostra das Margaridas que Gema participa. “Estou muito orgulhosa de ter comparecido. Para mim é importante porque vou divulgar meu produto, em primeiro lugar, e porque estou vendendo ele.”

Inicialmente, a família de Gema cultivava apenas a uva. Mas a renda proveniente da comercialização da fruta era insuficiente. “Só com uva, nós não tínhamos como sobreviver”, diz Gema. Além disso, os jovens da família começavam a demostrar indícios de que sairiam da agricultura. “Então, começamos a vender os doces e geleias [70% das frutas são cultivadas pela própria família], nos filiamos à Fetag-RS e CONTAG e começamos a entrar nas feiras”.  Dessa forma, os jovens da família permaneceram no campo e hoje dividem os estudos da faculdade com o trabalho na produção dos doces da família.

Com satisfação e orgulho em sua fala, Gema se considera uma mulher autônoma, independente e, acima de tudo, ativa.


Fotos: Julia Grassetti

FONTE: Imprensa CONTAG - Julia Grassetti

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