segunda-feira, 25 de março de 2013

Contribuição Sindical Rural 2013


Sai o Edital da Contribuição Sindical Rural 2013 - Click na imagem para ler o edital.
A contribuição Sindical é obrigatório para trabalhadores rurais segurados especiais assalariados ou que vivem em regime de economia familiar. As guias podem ser impressas no endereço eletrônico:  http://www.contag.org.br/arrecadacao/guias.php, fetarn.blogspot.com ou poderá ser encontrada na sede do sindicato do seu município



domingo, 24 de março de 2013

Ministro Gilberto Carvalho visita a Mostra das Margaridas

FOTO: Gabriella Avila

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, veio com sua família prestigiar a 2ª Mostra Nacional da Produção das Margaridas. Ele aproveitou a oportunidade para participar do lançamento do Livro Fotográfico das Margaridas “Múltiplos Olhares”. O ato aconteceu na Casa das Margaridas, na presença da diretoria da CONTAG, da Comissão Nacional de Mulheres e de várias trabalhadoras rurais.

O livro traz fotos e poesias sobre a luta e organização das mulheres trabalhadoras rurais, mais especificamente da 4ª Marcha das Margaridas, realizada em agosto de 2011, em Brasília. Na ocasião, a capital federal recebeu 100 mil mulheres de todo o país.

Ao final do lançamento o ministro visitou todos os estandes, cumprimentou as expositoras e comprou alguns produtos das margaridas. Ele elogiou o evento e disse que o Governo Dilma tem muita simpatia e sensibilidade com a pauta das mulheres trabalhadoras rurais.

FONTE: Imprensa CONTAG - Verônica Tozzi

Expositoras falam sobre autonomia e a importância da 2º Mostra



Maria de Jesus é quebradeira de coco babaçu e coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB). Vive no Interior de Lima Campos, Maranhão.

PRODUTOS:
 Azeite, farinha do babaçu e artesanato.

As mulheres trabalhadoras rurais estão conquistando autonomia. A de Maria de Jesus, por exemplo, “está lá em cima!“. Agora, elas têm seu próprio negócio, produzindo e comercializando seus produtos. “O meu trabalho contribui muito para minha família. Aumentou a minha renda e dá mais visibilidade ao que é a agricultura familiar.”

Graças ao seu trabalho, hoje Maria se considera uma mulher mais independente. “Essa mostra é uma prova disso.”





Luzia Antônia Apodonepa de Oliveira é indígena, trabalhadora rural, artesã e educadora em economia solidária. Vive no município de Barra do Bugres, Mato Grosso.
PRODUTOS
:
 uma diversidade de artesanatos (colares, pulseiras, brincos, cocar, maracá) de um grupo de 15 mulheres da aldeia indígena Umutina, da qual faz parte.

Luzia considera a Mostra um momento “para mostrarmos nossa produção, fortalecer a gente e a nossa cultura”. O artesanato hoje é sua principal fonte de renda; a agricultura familiar, por enquanto, ainda é apenas para consumo próprio. Mas ela explica que, recentemente, fez um curso cujo objetivo foi aprender um meio de cultivar a terra com o mínimo de desmatamento. “Agora, estou focando na agroecologia para a geração de renda”, planeja.

A autonomia política de Luzia vai muito bem. “Na minha comunidade, eu tenho total liberdade para trabalhar, buscar parceiros, desenvolver projetos e trabalhar com as lideranças. Sinto que eu tenho autonomia para desenvolver qualquer trabalho dentro da minha comunidade.”





Sonia Maria dos Santos é quilombola, trabalhadora rural e professora do ensino fundamental. É de Itacuruba, PE.

PRODUTOS: Bordados.
Para Sônia, a Mostra é um espaço onde se pode divulgar “o que a mulher do campo pode produzir em seu território. Além de trabalhadoras rurais, temos uma produção diferenciada”.

E o que as mulheres do campo produzem no dia-a-dia, explica Sônia, ajuda a aumentar a renda familiar. “Eu sinto que tenho autonomia, porque eu trabalho e tenho minha própria renda. Então eu me sinto independente. Estamos trabalhando para que todas as quilombolas conquistem casa vez mais autonomia”.






Gema Gabriel Balbinot é aposentada e agricultira familiar. Veio de Monte Belo do Sul, Rio Grande do Sul.
PRODUTOS: Geleias, caldas e doces cremosos (de figo, uva, marmelo, pera, pimenta e outros sabores).

Esta é a primeira Mostra das Margaridas que Gema participa. “Estou muito orgulhosa de ter comparecido. Para mim é importante porque vou divulgar meu produto, em primeiro lugar, e porque estou vendendo ele.”

Inicialmente, a família de Gema cultivava apenas a uva. Mas a renda proveniente da comercialização da fruta era insuficiente. “Só com uva, nós não tínhamos como sobreviver”, diz Gema. Além disso, os jovens da família começavam a demostrar indícios de que sairiam da agricultura. “Então, começamos a vender os doces e geleias [70% das frutas são cultivadas pela própria família], nos filiamos à Fetag-RS e CONTAG e começamos a entrar nas feiras”.  Dessa forma, os jovens da família permaneceram no campo e hoje dividem os estudos da faculdade com o trabalho na produção dos doces da família.

Com satisfação e orgulho em sua fala, Gema se considera uma mulher autônoma, independente e, acima de tudo, ativa.


Fotos: Julia Grassetti

FONTE: Imprensa CONTAG - Julia Grassetti

Oficinas educativas na Mostra falam sobre sustentabilidade e autonomia

23/03/2013| 2ª MOSTRA DAS MARGARIDAS






Margaridas e visitantes da Mostra puderam participar, na manhã de hoje (23),de três oficinas educativas, promovidas por apoiadores do evento.
A primeira delas foi de Aproveitamento Integral de Alimentos,oferecida pela Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEAGRI) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-DF), que aconteceu na Sala Cássia Eller da Funarte.

 A oficina foi ministrada por Cláudia Márcia de Freitas, que falou sobre a importância da alimentação saudável para a saúde das pessoas e como o aproveitamento ajuda também na economia do lar. Ao final, foi passada a receita de uma deliciosa vitamina de polpa de abóbora, podendo ser feito um picadinho com a casca depois. As presentes interagiram sugerindo outras receitas com o legume, como o curau de abóbora .

Em seguida, a oficina de Hortas em Pequenos Espaços, também oferecida pela SEAGRI e EMATER-DF, atraiu muitas pessoas. Os oficineiros Josué Ramos e Rafael Ventoin distribuíram uma cartilha com  os passos para se construir uma pequena horta e falaram sobre o preparo da terra e suportes para a horta. Um exemplo mostrado, trabalhando com a ideia da reciclagem, foi o pneu cortado, que pode ser usado para colocar os vasos com as mudas e sementes. Sementes foram distribuídas gratuitamente ao final da oficina.

A última oficina da manhã foi a de Organizações Produtivas de Mulheres, onde foi feita uma roda de conversa sobre a importância da autonomia das mulheres para produzirem renda e como elas podem trabalhar essa autonomia. Essa oficina foi preparada pela Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Redes de Comercialização e Economia Solidária e pela Secretaria Nacional de Economia Solidária da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (SENAES/UNICAFES).

Agora a tarde, as 16h, será a vez da oficina de Políticas e Ações Socioambientais para Populações  Extrativistas, do Ministério do Meio Ambiente (MMA),  Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB)


FONTE: Imprensa CONTAG - Gabriella Avila

Margaridas convidam brasilienses para a sua 2ª Mostra

23/03/2013| 2ª MOSTRA DAS MARGARIDAS
FOTO: Verônica Tozzi



A população de Brasília já está conhecendo e adquirindo produtos da 2ª Mostra Nacional da Produção das Margaridas. O evento foi iniciado na noite desta sexta-feira e vai até domingo à noite, no Complexo Cultural da Funarte, no Eixo Monumental, em Brasília, próximo à feira da Torre de TV.

As margaridas de todo o país trouxeram para exposição e comercialização produtos como pães, doces, biscoitos, artesanatos para todos os gostos, como exemplo bordados, crochês, vasos de palha de café, quadros, flores de escama de peixe, de concha e de bucha.

Também está sendo realizada uma feira agroecológica e orgânica, chamada de Quintal das Margaridas. Lá, podem ser adquiridos alimentos sem agrotóxico, como vários tipos de alface, agrião, mandioca, banana, dentre outros.

Além disso, foram instalados quiosques para alimentação típica. Tem tapioca recheada, arroz de carreteiro, receitas de milho, acarajé, tacacá e muito mais.



FONTE: Imprensa CONTAG - Verônica Tozzi

Emoção embala a inauguração da Mostra das Margaridas

FOTO: Gabriella Avila


A inauguração da 2ª Mostra Nacional da Produção das Margaridas, ocorrida na noite desta sexta-feira, 22 de março, contou com um momento forte e carregado de emoção com João Bello e Susi Mont Serrat com poemas e músicas sobre a água, a vida no campo e sobre as mulheres.

O ato político teve a presença do presidente da CONTAG, Alberto Broch, da secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais, Carmen Foro, da vice-presidente e secretária de Relações Internacionais, Alessandra Lunas, da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Eleonora Menicucci, do secretário de Agricultura do Distrito Federal, Lúcio Valadão, da diretora de Políticas para as Mulheres Rurais e Quilombolas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Karla Hora, da superintendente de Habitação Rural da Caixa Econômica Federal (CEF), Noemi de Aparecida Leme, da representante do Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE), Maria Verônica de Santana, de toda a Comissão Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais e dos outros diretores da CONTAG e das Federações filiadas.


Ao abrir o ato, o presidente da CONTAG disse que todos e todas estão em Brasília nesses três dias para realizar o grande sonho das trabalhadoras rurais que é essa grandiosa Mostra. “Elas são capazes de produzir, industrializar, comercializar e utilizar os alimentos de forma natural. E o mais importante é dar visibilidade à produção das mulheres e a sua importância econômica, social e cultural para todo o país”. Broch disse também que a CONTAG quer continuar na luta da inserção econômica e política das mulheres trabalhadoras rurais. “Valorizando-as, entendemos que estamos valorizando a família e a vida. O Brasil sustentável e desenvolvido que tanto queremos tem que ser pensado com as mulheres fortalecidas e empoderadas. Queremos um campo com gente, com rosto humano, onde as pessoas tenham orgulho de ser trabalhadores e trabalhadoras rurais”.

A superintendente de Habitação Rural da CEF iniciou seu discurso destacando a importância da luta e das conquistas das margaridas. Também falou da mudança da postura da instituição ao começar a oferecer programas e serviços específicos à população do campo, como a habitação rural. “Até 2009 não se trabalhava a habitação rural na Caixa. Foi uma grande conquista dos movimentos sociais. Em 2011 foi criada a Superintendência de Habitação Rural. Agora, os assentados foram incluídos nessa política e as mulheres têm prioridade na assinatura dos contratos”.

Em seguida, o secretário de Agricultura do DF ressaltou que o governador Agnelo Queiroz tem conseguido trazer um novo protagonismo da agricultura familiar no Distrito Federal. “Nós triplicamos, desde o início do mandato, o número de agricultores familiares com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). E o BRB passou a operar crédito rural. Isso só traz vantagens ao agricultor.”

A representante do MMTR-NE, que falou em nome de todas as organizações parceiras, enfatizou a grande alegria e importância dessa Mostra. “Alegria porque, depois da Marcha das Margaridas, em agosto de 2011, nos encontramos aqui. Importância porque nós mulheres somos responsáveis pela biodiversidade, produção e cultura das nossas regiões. Apesar das dificuldades, estamos aqui com os nossos grupos produtivos. Continuamos em Marcha!”


Já Eleonora Menicucci se emocionou logo no início ao falar da emoção que sentia naquele momento por estar ali como ministra da SPM no governo da primeira mulher presidenta da República. Ela relembrou a sua trajetória e sua vivência com Margarida Maria Alves, em Alagoa Grande, na Paraíba. “Eu tive a honra de trabalhar e aprender com ela tudo sobre as trabalhadoras rurais. Quis o destino que eu carregasse o caixão dela. Aquilo me fez ser obcecada em tirar essas mulheres da invisibilidade.” A ministra também disse que esse evento é fundamental para avançar a agricultura familiar e as políticas públicas para as mulheres. “Não existe desenvolvimento econômico e sustentável sem a mão e o suor das trabalhadoras rurais do país. Em cada iniciativa identificamos não só a diversidade, mas também a qualidade da produção”.


Por fim, Carmen Foro também emocionou ao destacar o protagonismo das mulheres trabalhadoras rurais na luta pela transformação desse país. “A nossa volta à Brasília vem com o peso das 100 mil mulheres que participaram da Marcha das Margaridas. Por isso, precisamos evoluir no debate da autonomia das mulheres e, junto com tudo isso, temos que avançar em algumas questões, como no enfrentamento à violência e na divisão sexual do trabalho”. A dirigente destacou ainda: “Nós, mulheres trabalhadoras rurais, queremos construir um outro país, igual para homens e mulheres, onde a autonomia e o enfrentamento à violência estão no centro”.

O ato de inauguração foi encerrado com todas as trabalhadoras rurais cantando emocionadas: “Para mudar a sociedade do jeito que a gente quer, participando sem medo de ser mulher...”

PROGRAMAÇÃO - A 2ª Mostra das Margaridas acontecerá até domingo, 24 de março, no Complexo Cultural da Funarte, no Eixo Monumental, em Brasília. Nos próximos dois dias, o evento estará aberto à visitação de 8h30 às 22h00. A entrada é gratuita. A população de Brasília poderá conhecer e comprar produtos típicos da agricultura familiar, como doces, pães, biscoitos, bombons, mel, artesanatos, alimentos agroecológicos e orgânicos, dentre outros.

Na manhã do sábado também serão oferecidas oficinas, como de aproveitamento de alimentos (9h às 10h) e hortas em pequenos espaços (10h às 10h30). Não serão cobradas taxas para participar. Além disso, em todos os dias acontecerão apresentações culturais regionais.

FONTE: Imprensa CONTAG - Verônica Tozzi

sexta-feira, 22 de março de 2013

Boletim Informativo


Brasília (DF), 20/03/2013

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