quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Jagunços queimam casas de quilombolas no Maranhão

FOTO: Barack Fernandes

Quem pensa que as atrocidades cometidas aos negros e negras é coisa de séculos passados, devemos dizer que quando se trata do Maranhão, infelizmente é um engano.

Ainda nesta semana, de acordo com informações do boletim de ocorrência registrado na delegacia de Codó, o jagunço Raimundo Monteiro, conhecido como “Raimundo da Chica”, e o tenente da Polícia Militar do Estado do Maranhão “Moura”, a serviço do deputado estadual “Cesar Henrique Santos Pires”, atual líder do Governo Roseana Sarney Murad, em um ato de pura ilegalidade incendiaram duas casas de quilombolas, localizadas na Comunidade de Santa Maria dos Moreiras, zona rural de Codó, a 300 km de São Luis.

O ato de covardia aconteceu exatamente quando os(as) quilombolas realizavam a Assembleia da comunidade. A ousadia dos criminosos foi tanta que eles chegaram a anunciar aos moradores do quilombo o incêndio das casas ainda no dia 31 de janeiro de 2013.

De acordo com informações contidas no BO, a queimada das casas, tem como principal objetivo intimidar, através do terror, as comunidades quilombolas (Santa Maria dos Moreiras, Bom Jesus, Tamboril e Jerusalém), que buscam a libertação territorial desde 1992. “As violências praticadas contra o quilombo de Santa Maria dos Moreiras impressionam, em razão das intensidades, da participação ativa de agentes públicos e da impunidade escancarada, que protege verdadeiros criminosos”, denunciou a secretária de Política Agrária da FETAEMA, Maria Lúcia Vieira, que acompanha o caso.

Histórico do processo pela libertação territorial do quilombo

Desde 2006, tramita no INCRA do Maranhão processo de titulação do território.

Em 5 de junho de 2012, a comunidade foi invadida por vários homens encapuzados e fortemente armados, que davam proteção ao trator do deputado Cesar Pires, que tentava na ocasião, devastar as matas da comunidade.

Ainda em setembro deste mesmo ano, o INCRA determinou a realização dos primeiros estudos técnicos na comunidade quilombola. Neste mesmo mês, a delegacia Agrária do Maranhão atestou que não havia ocorrência de conflitos no Território.

Devido à morosidade do processo de Titulação da comunidade, a cada dia cresce os violentos conflitos agrários na cidade de Codó. Como exemplo das atrocidades contra os trabalhadores e trabalhadoras rurais no município, no início de janeiro de 2013, jagunços criminosamente incendiaram a capela da Comunidade Vergel.

Até quando Maranhão?
FONTE: Assessoria de Imprensa FETAEMA - Barack Fernandes

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