segunda-feira, 6 de abril de 2026

Sistema Confederativo realiza debate sobre a organização político-sindical potiguar

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), em parceria com a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Norte (FETARN), e com Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), inicia a realização do Encontro Estadual de Sustentabilidade Político Financeira.

Foto: CONTAG

O evento ocorre até o dia 26 de março em Natal/RN, sendo voltado ao fortalecimento da organização político-sindical e à construção de estratégias diante dos desafios contemporâneos do meio rural reunindo dirigentes, assessores e lideranças sindicais de diversas regiões do Estado.

O encontro contará com a participação da Diretoria e Assessoria da FETARN, além de convidados que irão contribuir com os debates, entre eles Erinaldo Lima, Secretário de Políticas Sociais, Fernando Souza, Coordenador do SENAR-RN, Manoel Cândido, Coordenador da Regional Nordeste os Assessores Gilberto Silva e Givanilson Silva, da CONTAG.

A programação foi elaborada para promover momentos de formação, análise crítica e construção coletiva. Entre os principais eixos estão as transformações das ruralidades, nos desafios estruturais e conjunturais e nos impactos sobre a atuação político-sindical. Também estarão em pauta os caminhos para fortalecer a inserção da agricultura familiar nas políticas públicas, especialmente diante do cenário das eleições de 2026.

Outro destaque da programação é o debate sobre a sustentabilidade político-financeira do Sistema Confederativo. As atividades incluem a apresentação de instrumentos como o SisCONTAG e o novo sistema de arrecadação, além da realização de trabalhos em grupo por polos ou regionais.

Nesses espaços, os participantes irão definir compromissos e ações estratégicas para fortalecer a representação, a representatividade e a sustentabilidade das entidades sindicais, a partir da construção de uma matriz de compromissos e de um painel de execução e acompanhamento.

https://fetarn.org.br/sistema-confederativo-se-reune-para-debater-a-organizacao-politico-sindical-potiguar/


Conselho Deliberativo da FETARN debate rumos da agricultura familiar no RN

 30/03/2026

Nos dias 31 de março e 1º de abril de 2026, a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Rio Grande do Norte (FETARN) realiza mais uma edição do seu Conselho Deliberativo, reunindo dirigentes sindicais, lideranças do campo e representantes de organizações parceiras de todo o estado.

O encontro tem como principal objetivo avaliar o atual cenário da agricultura familiar no Rio Grande do Norte, além de definir estratégias políticas e organizativas para o fortalecimento do movimento sindical rural. A atividade também busca alinhar pautas prioritárias junto aos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs), reforçando a unidade da base.Durante os dois dias de programação, serão debatidos temas como políticas públicas para o campo, acesso ao crédito, sustentabilidade, produção de alimentos e desafios enfrentados pelos agricultores e agricultoras familiares diante das mudanças econômicas e climáticas.

A atividade conta ainda com a participação de entidades parceiras, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), fortalecendo o diálogo nacional e a construção coletiva de propostas para o setor.

Para a FETARN, o Conselho Deliberativo é um espaço fundamental de escuta, planejamento e tomada de decisões, reafirmando o compromisso com a defesa dos direitos da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável do campo potiguar.

https://fetarn.org.br/conselho-deliberativo-da-fetarn-debate-rumos-da-agricultura-familiar-no-rn/


Primeira mulher à frente do MDA, Fernanda Machiaveli toma posse como ministra Nova ministra dará continuidade ao legado de entregas deixado por Paulo Teixeira e avançará nas ações que transformam a vida de quem vive no campo

Publicado em 01/04/2026 21h14

Foto: Cillas Betiel, Ascom MDA

OMinistério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) realizou, nesta quarta-feira (1º), a cerimônia que oficializou a transmissão de cargo de ministro de Paulo Teixeira para Fernanda Machiaveli como nova titular da pasta. O evento ocorreu no auditório da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), em Brasília, e reuniu autoridades, representantes de movimentos sociais e servidores públicos, marcando um momento simbólico de continuidade e fortalecimento das políticas voltadas ao campo brasileiro.Foto: Cillas Betiel, Ascom MDA

Ao transmitir o cargo, Paulo Teixeira ressaltou a confiança na nova ministra para dar seguimento às ações estratégicas voltadas à agricultura familiar, à reforma agrária e ao abastecimento alimentar. “Como ministro, ter ali, naquele quadro de ex-ministros, a primeira mulher que vai ocupar o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, é histórico. E as filhas delas certamente crescerão sabendo que as mulheres podem exercer todo tipo de função pública no nosso país”, afirmou Teixeira.

“Segunda coisa que eu acho importante falar é da Fernanda. A Fernanda é uma benção de Deus, ela sempre com esse sorriso maroto dela. Ela bancou todas também. Nós tivemos muito sucesso no aumento de orçamento, na construção das políticas públicas, na cobrança. A Fernanda foi muito importante. Minha gratidão eterna a você”, concluiu o ex-ministro.Ex-ministro Paulo Teixeira / Foto: Cillas Betiel, Ascom MDA

Primeira mulher a assumir o comando do MDA, Fernanda Machiaveli reforçou o compromisso com a ampliação das políticas públicas e com a inclusão produtiva no meio rural. “É com muito compromisso que assumo o MDA, tendo, ainda, a responsabilidade de ser a primeira ministra. Sei que, neste momento histórico, milhões de mulheres agricultoras, assentadas, indígenas e quilombolas se sentem representadas.”, ressaltou.

A nova ministra destacou a importância de dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos, com atenção especial às mulheres, jovens e povos e comunidades tradicionais. “Vamos trabalhar para construir um país onde todas as mulheres sejam livres, onde agricultores, povos e comunidades tradicionais tenham segurança em seus territórios; onde nenhuma criança cresça debaixo de lona, porque há terra e dignidade para todos. Onde a juventude queira permanecer no campo, com condições reais de construir seus projetos de vida. Onde as famílias rurais vivam com renda, prosperidade e acesso a máquinas, tecnologia e bioinsumos, apoiadas por uma assistência técnica orientada pela agroecologia”.Nova ministra do MDA, Fernanda Machiaveli / Foto: Cillas Betiel

Cientista política e gestora pública federal (EPPGG), Fernanda Machiaveli participou diretamente da reconstrução do MDA desde sua recriação, em 2023, atuando como secretária-executiva da pasta. Ao lado de Paulo Teixeira contribuiu para a formulação e implementação de políticas voltadas à agricultura familiar e à reforma agrária. Ao longo de sua trajetória também chefiou o gabinete da Secretaria-Executiva da Secretaria-Geral da Presidência da República (2012–2014) e foi chefe de gabinete do MDA durante a gestão do ministro Patrus Ananias (2015–2016).

A cerimônia simboliza a continuidade de um projeto de fortalecimento do desenvolvimento agrário no país, com foco na produção de alimentos, na inclusão social e na promoção de um campo mais justo e sustentável.

Nova equipe do MDA

O secretário-executivo do MDA será Eric Moura, que foi chefe da Assessoria Especial do Ministério. O corpo do secretariado será mantido. Na Secretaria-Executiva Adjunta segue Marina Godoi de Lima. Assume a chefia da Assessoria Especial do Ministério Fabiana Zamora. A chefia de gabinete será ocupada por Suzana Gonçalves Laranja e à frente da Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração se mantém Diego Donizetti.Novo secretário-executivo do MDA, Eric Moura / Foto: Cillas Betiel

No Incra, segue na presidência César Fernando Schiavon Aldrighi. Na Anater, Loroana de Santana assume a presidência. Na Conab, o diretor Sílvio Porto foi convidado para assumir a presidência da companhia. Na CeasaMinas segue o atual presidente, Hideraldo Henrique Silva, e na Ceagesp segue o atual presidente, José Lourenço Pechtoll, dando continuidade às atividades das duas empresas públicas.

Texto: Beatriz Mendes, Ascom MDA
Categoria
Agricultura e Pecuária

Ministério do Turismo abre inscrições para agricultores familiares participarem do 10º Salão do Turismo, em Fortaleza (CE) Produtores poderão expor e comercializar alimentos e bebidas no maior evento do setor no país: inscrições seguem até 8 de abril


Foto: Divulgação/MTur

OMinistério do Turismo abriu inscrições para que agricultores familiares de todo o país participem do Armazém da Agricultura Familiar no 10° Salão do Turismo, que será realizado em Fortaleza. A iniciativa amplia a presença da agricultura no evento, consolidando o espaço como vitrine da diversidade cultural, gastronômica e produtiva brasileira.

Até o dia 8 de abril, produtores podem se inscrever para expor e comercializar produtos alimentícios e bebidas, em uma iniciativa que reforça a integração entre turismo e produção local. Ao todo, serão selecionados 15 empreendimentos, com o objetivo de promover a diversidade de sabores, saberes e identidades territoriais de todas as regiões do Brasil.

A inscrição e o edital completo estão disponíveis no portal. Clique aqui para acessar.

A seleção dos participantes será realizada com base em análise técnica e classificação das propostas, considerando critérios definidos no edital.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a iniciativa reforça o papel estratégico da agricultura familiar na experiência turística brasileira.

“Mais do que produtos, esses empreendedores vão trazer consigo histórias, heranças culturais e sabores regionalizados de um país imenso e rico em sua diversidade. O Armazém da Agricultura Familiar no Salão é a expressão concreta de um turismo que gera renda, promove inclusão e fortalece os territórios”, destacou.

A ação é realizada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e integra o espaço “Armazém da Agricultura Familiar”, dedicado à valorização de produtos com identidade territorial e potencial turístico.

Para se inscrever, os interessados devem atender aos seguintes requisitos:Possuir CAF ativo (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar).
Estar localizado em município integrante do Mapa do Turismo Brasileiro (www.mapa.turismo.gov.br).
Estar regular junto aos órgãos de inspeção sanitária para comercialização no Ceará.
Possuir certificado de Curso de Boas Práticas de Manejo/Fabricação (até a data da realização do evento).

Cronograma31/03 a 08/04 - Período de inscrições
9 e 10 de abril - Análise e avaliação das propostas
13 de abril - Divulgação do resultado no Portal do MDA
14 de abril - Convocação para participação do primeiro encontro virtual para tratativas sobre organização e logística
7 a 9 de maio - Participação no evento

Serviço

Dúvidas sobre o edital deverão ser encaminhadas para o e-mail: feiras@mda.gov.br.

Por Lúcio Flávio
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Categoria
Viagens e Turismo

NOTA PÚBLICA Diretoria da CONTAG denuncia violência armada contra famílias assentadas em Alto Alegre do Maranhão (MA)



A Diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) vem a público denunciar, com profunda indignação, o grave episódio de violência ocorrido na manhã deste sábado, 28 de fevereiro de 2026, no Projeto de Assentamento Campestre, localizado na zona rural de Alto Alegre do Maranhão (MA).

Segundo relatos das famílias, o assentamento foi alvo de uma invasão promovida por um grupo de homens fortemente armados, portando metralhadoras, pistolas e escopetas, que espalharam pânico, proferiram ameaças de morte e impuseram terror à comunidade. A ação criminosa resultou na destruição de três casas de moradia, construídas com recursos oficiais do INCRA, configurando não apenas um ataque à integridade física das famílias, mas também ao patrimônio público e à política de reforma agrária.

O ocorrido não é um fato isolado. Há mais de três anos as famílias do assentamento convivem com ameaças, intimidações e um ambiente permanente de insegurança. A violência registrada neste dia representa, ainda, flagrante desrespeito ao Poder Judiciário. Existe decisão vigente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no âmbito de Ação Rescisória, que determina o prosseguimento do processo de desapropriação da área e proíbe expressamente a expulsão de qualquer das famílias assentadas até a conclusão definitiva do rito administrativo.

O ataque afronta diretamente essa decisão judicial e desafia o Estado Democrático de Direito, ao tentar impor pela força o que a Justiça já deliberou de forma clara.

Diante da gravidade dos fatos, a Diretoria da CONTAG exige:

1. A imediata intervenção das autoridades de segurança pública do Estado do Maranhão para garantir a proteção das famílias e restabelecer a ordem na área;

2. A atuação urgente do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e do INCRA, para assegurar o cumprimento da decisão judicial e a integridade do Projeto de Assentamento Campestre;

3. A investigação rigorosa dos crimes cometidos, com identificação e responsabilização dos executores e eventuais mandantes;

4. A adoção de medidas de proteção às lideranças e às famílias ameaçadas.

A CONTAG manifesta sua plena e irrestrita solidariedade às trabalhadoras e aos trabalhadores rurais do Assentamento Campestre. A luta pela terra, pela moradia e pela dignidade não pode ser respondida com violência e intimidação armada.

Reafirmamos que a reforma agrária é política pública constitucional, instrumento de justiça social e expressão da função social da terra. Nenhuma milícia privada ou grupo armado pode se sobrepor à lei e à decisão judicial.

Brasília (DF), 28 de fevereiro de 2026.

Diretoria da CONTAG

https://ww2.contag.org.br/diretoria-da-contag-denuncia-violencia-armada-contra-familias-assentadas-em-alto-alegre-do-maranhao--ma--20260228


Agricultura Familiar no Rio Grande do Norte: base da economia e da vida no campo

                           

A agricultura familiar no Rio Grande do Norte é muito mais do que uma atividade econômica — ela representa resistência, cultura e sobrevivência em um dos ambientes mais desafiadores do Brasil: o semiárido nordestino.

Presente em praticamente todo o interior do estado, esse modelo de produção é responsável por sustentar milhares de famílias e garantir alimentos na mesa da população.


🌾 O que é agricultura familiar?

A agricultura familiar é caracterizada pelo trabalho realizado predominantemente pela própria família, em pequenas propriedades rurais. Nesse modelo, os agricultores produzem tanto para o consumo próprio quanto para a comercialização em feiras e mercados locais.

É um sistema produtivo que valoriza o conhecimento tradicional, a diversidade de culturas e o vínculo direto com a terra.


📊 A importância da agricultura familiar no RN

No Rio Grande do Norte, a agricultura familiar ocupa um papel central na estrutura agrária. A grande maioria dos estabelecimentos rurais do estado pertence a esse modelo, o que demonstra sua relevância econômica e social.

Além disso, é a principal responsável pela produção de alimentos básicos como:

feijão
milho
mandioca
frutas e hortaliças

Ou seja, a agricultura familiar é quem realmente abastece o dia a dia da população potiguar.


🌵 Produzir no semiárido: um desafio constante

Uma das principais características da agricultura no RN é a convivência com o semiárido. Com chuvas irregulares e longos períodos de estiagem, os agricultores precisam desenvolver estratégias adaptadas à realidade local.

Entre elas, destacam-se:
o uso de cisternas para armazenamento de água
a criação de caprinos e ovinos
o cultivo de plantas resistentes à seca

Mais do que combater a seca, o agricultor aprende a conviver com ela.


🧺 Comercialização e economia local

A produção da agricultura familiar chega até a população por diferentes canais. As feiras livres são um dos principais espaços de comercialização, permitindo a venda direta do produtor ao consumidor.

Além disso, programas públicos como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) fortalecem o setor ao garantir a compra da produção para abastecimento de escolas e instituições públicas.

Esse ciclo fortalece a economia local e mantém o dinheiro circulando dentro das próprias comunidades.


🤝 Organização e fortalecimento

Para enfrentar as dificuldades do campo, os agricultores familiares se organizam em associações, cooperativas e sindicatos. Essas organizações são fundamentais na luta por direitos e acesso a políticas públicas.

Entre as principais demandas estão:
acesso ao crédito rural
assistência técnica
incentivo à produção sustentável

Programas como o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) são essenciais nesse processo.


⚠️ Desafios ainda presentes

Apesar de sua importância, a agricultura familiar no RN ainda enfrenta diversos obstáculos:

baixa renda de muitas famílias
dificuldade de acesso à tecnologia
dependência das condições climáticas
escassez de água
desigualdade na distribuição de terras

Esses fatores tornam o trabalho no campo ainda mais desafiador e exigem políticas públicas contínuas e eficazes.


📈 Caminhos e perspectivas

Nos últimos anos, algumas iniciativas têm buscado fortalecer o setor, como o incentivo à agroecologia, à produção orgânica e à ampliação de mercados institucionais.

Esses avanços mostram que, com apoio adequado, a agricultura familiar pode se tornar ainda mais produtiva, sustentável e rentável.


🌿 Conclusão

A agricultura familiar no Rio Grande do Norte é, sem dúvida, um dos pilares do estado. Ela não apenas movimenta a economia, mas também preserva modos de vida, saberes tradicionais e a identidade do povo nordestino.

Valorizar esse setor é investir em desenvolvimento social, segurança alimentar e sustentabilidade.

Porque, no fim das contas, é da terra e do trabalho dessas famílias que nasce grande parte do que chega à nossa mesa.