sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

MARGARIDAS EM MARCHA - Ministro premia vencedores da 4ª Edição do Prêmio Margarida Alves



                                FOTO: Albino Oliveira/MDA

Das mãos do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, 14 autoras e autores foram premiados como vencedores da 4ª Edição do Prêmio Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero, que neste ano teve como tema “Mulheres e Agroecologia”. A cerimônia de premiação aconteceu na sede do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Brasília, no final da tarde desta terça-feira (9).

Os premiados receberam um certificado e uma coleção de publicações oferecidas pelas instituições organizadoras e parceiras. Também receberão R$ 3 mil pelos textos que serão publicados em uma coletânea a ser lançada no primeiro semestre de 2015. Outros cinco trabalhos também foram certificados com menção honrosa. “Quero cumprimentar a todas as premiadas e os premiados pelo esforço, dedicação e a compreensão da importância de se escrever a história. Porque escrever tem um sentido duplo, de fazer e registrar. Com estes trabalhos vocês permitem que outros conheçam e façam essas histórias”, afirmou o ministro. Miguel Rossetto também destacou a importância de incluir o Prêmio Margarida Alves no calendário social brasileiro e lembrou que neste ano houve a desapropriação da Fazenda Usina Tanques, na Paraíba, que era área de luta da líder rural. “Quando esses temas e essas premiações entram no nosso calendário, elas criam a boa expectativa de escrever e apresentar esses trabalhos, compartilhar a experiências de mulheres dedicadas a construção de um novo mundo”, enfatizou. Foram mais de 40 inscrições nesta edição, sendo selecionados os melhores trabalhos em três categorias: Ensaio Inédito, Relatos de Experiências e Memórias. Nesta edição, o Prêmio incluiu pela primeira vez o registro das experiências de organizações ligadas às mulheres rurais e das próprias trabalhadoras, que puderam participar com textos onde compartilham suas histórias de vida. A pesquisadora da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo, Iara Rossi, foi uma das premiadas na categoria Relato de Experiências, com o trabalho “Gênero e Comercialização”. O projeto é coordenado por ela e desenvolvido com 20 grupos produtivos de mulheres, assentadas e quilombolas nas regiões paulistas do Pontal do Paranapanema e do Vale do Ribeira. “Fiquei muito feliz com o Prêmio, pois é o reconhecimento de um trabalho com mulheres que já desenvolvo há vários anos. Iremos, inclusive, reverter o valor em dinheiro que recebermos para um grupo de mulheres. E a publicação será muito importante, pois, irá levar nossas experiências a muitos lugares”, disse. Já a representante da Associação Agroecológica de Tijupá do Maranhão, Francisca Regilma, foi premiada com o trabalho “Nas Terras de Areia, uma entre tantas Marias semeia saberes” na categoria Memórias. No trabalho, ela conta a evolução da agroecologia no estado através da história da agricultora Maria Almerinda, conhecida como Dona Roxa, que há 93 anos trabalha com os conceitos da agroecologia. “Me sinto feliz em servir como um instrumento para contar a história dessas grandes mulheres do Maranhão e defender a agroecologia. É um estímulo muito importante para nós”, enfatizou. Prêmio O Prêmio Margarida Alves é promovido pela Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais (DPMR/MDA), Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (nead/MDA) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (Anpocs) e a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS). Também são parceiros movimentos sociais que envolvem mulheres trabalhadoras rurais: Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE), Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Conselho Nacional de Seringueiros e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). 
 
FONTE: Ascom/MDA

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